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PGR pede condenação dos réus no Núcleo 4, julgados no STF pela Trama Golpista

Eles podem ser condenados pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência, grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado
Conforme o procurador, os acusados do grupo promoveram uma “guerra informacional” visando preparar terreno para o golpe de Estado, planejado por Bolsonaro e apoiadores do governo. Foto: Agência Brasil.

Nesta terça-feira (13), o procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, pediu a condenação dos sete réus do Núcleo 4 da trama golpista. O plano buscava invalidar as eleições de 2022 e a posse do presidente Lula (PT), além de tentar manter o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no poder.

Conforme o procurador, os acusados do grupo promoveram uma “guerra informacional” visando preparar terreno para o golpe de Estado, planejado por Bolsonaro e apoiadores do governo.  

Leia também: Ao vivo: STF começa a julgar réus do Núcleo 4 da trama golpista nesta terça-feira (14)

Eles podem ser condenados pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência, grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

“Foram os integrantes deste núcleo, agora em julgamento, que se dedicaram a fabricar e a disseminar narrativas falseadas, no intuito de incutir na população a convicção de que a estrutura democrática estava se voltando, sordidamente, contra o povo”, afirmou Gonet.

Já as defesas alegam que a PGR não conseguiu individualizar as condutas de cada réu nem apresentou provas cabais dos crimes. Segundo os advogados, o processo é composto apenas por indícios e suposições, numa narrativa genérica.

O julgamento começou na manhã de hoje.

ABIN PARALELA E DESINFORMAÇÃO

O PGR afirmou ainda ter apresentado provas sobre a existência da chamada “Abin paralela”, ação ilegal que teria usado a estrutura da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para monitorar opositores políticos. 

O objetivo, segundo Gonet, seria também fornecer material a ser trabalhado por disseminadores de informações falsas, com ataques ao sistema eleitoral e, em seguida, com campanhas difamatórias de autoridades.

Ainda segundo a denúncia, parte dos réus produziu um relatório falso, com informações técnicas, mas inverídicas, a respeito das urnas eletrônicas.

“Tal relatório foi utilizado para questionar o resultado da corrida presidencial de 2022, em que Bolsonaro saiu derrotado, inflamando a militância bolsonarista”, completou Gonet.

Confira a lista dos réus do Núcleo 4: 

  • Ailton Gonçalves Moraes Barros (major da reserva do Exército);
  • Ângelo Martins Denicoli (major da reserva do Exército);
  • Giancarlo Gomes Rodrigues (subtenente do Exército);
  • Guilherme Marques de Almeida (tenente-coronel do Exército);
  • Reginaldo Vieira de Abreu (coronel do Exército);
  • Marcelo Araújo Bormevet (policial federal);
  • Carlos Cesar Moretzsohn Rocha (presidente do Instituto Voto Legal).

Outros dois núcleos ainda serão julgados. O julgamento do Núcleo 3 está marcado para 11 de novembro. O Núcleo 2 será julgado em dezembro.

Com Agência Brasil.