O chefe da Casa Civil do Governo do Ceará, Chagas Vieira, reagiu neste fim de semana a críticas feitas pelo ex-deputado federal Capitão Wagner Sousa (União Brasil). A troca de acusações ocorreu pelas redes sociais e elevou o tom do debate em torno da segurança pública no Estado. O episódio foi inicialmente relatado no blog do jornalista Roberto Moreira, colunista e presidente do Opinião CE.
A postagem de Wagner foi feita logo após a tentativa de chacina em Juazeiro do Norte, no Cariri Cearense, no final da noite de sexta-feira (19), que deixou três pessoas mortas e uma ferida. No Instagram, Wagner afirmou que o governador Elmano de Freitas (PT) “entrou para a história por permitir que o crime tomasse o poder no Estado”. Ele repetiu em tom de alerta. “A violência não para! Não para! Não para!”.
Em resposta, também pelas redes sociais, Chagas Vieira rebateu as declarações. O chefe da Casa Civil afirmou que Wagner “entrou para a história por promover motim, que fortaleceu o crime e contribuiu para centenas de mortes”. Vieira acrescentou que Wagner “vive de fazer politicagem em cima da violência”.
As falas fazem referência ao motim de policiais militares registrado em 2020, quando Wagner era apontado por aliados do governo como um dos líderes indiretos do movimento. À época, o episódio gerou forte tensão política no Ceará e foi associado ao aumento da violência em algumas cidades.
A disputa entre os dois não é recente. Wagner tem histórico de embates com integrantes do governo estadual, especialmente em temas ligados à segurança. Já Chagas Vieira adotou, desde que assumiu a Casa Civil, postura firme de reação a críticas direcionadas à gestão de Elmano.
O uso das redes sociais como palco para as trocas de acusações evidencia o peso político do tema da segurança pública, especialmente em um momento marcado por novos episódios violentos, como o caso de Juazeiro do Norte.
Para analistas, episódios como esse reforçam a polarização no debate político estadual e mostram como a violência continua sendo usada como arma retórica. Tanto governo quanto oposição tentam se posicionar como defensores de soluções, mas acabam intensificando o clima de confronto.
Enquanto Wagner aposta no discurso de desgaste da imagem do governo, Chagas Vieira procura associar o ex-deputado a episódios que marcaram negativamente a história recente da segurança no Ceará. A expectativa é de que novas reações ainda surjam, uma vez que ambos mantêm presença ativa nas redes.
A polêmica amplia a disputa entre governo e oposição e mostra que a segurança pública seguirá como um dos principais temas do cenário político estadual nos próximos meses.
