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EUA não justificaram a ausência na Cúpula Global para a Alimentação Escolar, diz Camilo

O país norte-americano já havia avisado, na semana passada, que não participaria do evento que ocorreu em Fortaleza
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro da Educação, Camilo Santana (PT), afirmou que os Estados Unidos não justificaram a sua ausência na 2ª Cúpula Global da Coalizão para a Alimentação Escolar, que acontece nesta semana em Fortaleza.

Ao responder a pergunta em coletiva, o titular da pasta ressaltou que “o convite foi feito”. Ainda sobre a falta de resposta por parte do governo de Donald Trump, Camilo respondeu que “faz parte”.

O país norte-americano, em 2023, havia participado da primeira cúpula, que foi realizada na França. Na ocasião, o governo do então presidente Joe Biden enviou representantes. Os EUA são um dos países que fazem parte da coalizão como nações com “compromisso nacional” pela alimentação escolar.

Apesar de não ter dado explicação, os Estados Unidos já haviam avisado na semana passada que não participariam.

Trump também já afirmou que não deve vir ao Brasil para a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, que ocorre em novembro, em Belém-PA. O presidente tem retirado o país de alianças globais, como já ocorreu com a Unesco, órgão cultural da ONU, e com o Acordo de Paris.

ALIMENTAÇÃO ESCOLAR

Durante o evento, o governador Elmano de Freitas (PT) sancionou a lei que proíbe alimentos ultraprocessados e açucarados nas escolas públicas e privadas do Ceará.

“Demonstra uma sinalização para o País de que nós devemos garantir alimentação do nosso povo, mas que essa alimentação efetivamente seja de qualidade“, disse.

Conforme o chefe do Executivo estadual, o cronograma do Governo é de que não haverá mais alimentos ultraprocessados nas instituições de ensino do Estado em 2027.

No evento, o deputado estadual Renato Roseno (Psol), autor do projeto que foi aprovado na Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece), também estava presente durante o momento de sanção.

O texto estabelece que a comercialização e o consumo de alimentos que são desbalanceados nutricionalmente e que, portanto, favorecem doenças, são proibidos dentro das escolas. Em fala durante sessão na Alece nesta quinta, o presidente da Casa, Romeu Aldigueri (PSB), comentou sobre a importância da iniciativa.