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Maior ofensiva contra o crime organizado envolve setor de combustíveis, diz Lula

Segundo Lula, "A população em todo o país assistiu hoje à maior resposta do Estado brasileiro ao crime organizado de nossa história até aqui"
Presidente Lula Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou a série de operações deflagradas nesta quinta-feira (28) pela Polícia Federal, Receita Federal e Ministérios Públicos estaduais e classificou como a “maior ofensiva contra o crime organizado da história do país”. As ações visam desarticular esquemas criminosos que utilizavam a cadeia produtiva de combustíveis para lavagem de dinheiro ligado a facções do narcotráfico.

A atuação coordenada ocorreu em 10 estados e envolveu simultaneamente os setores financeiro e de distribuição de combustíveis. Por meio de suas redes sociais, Lula enfatizou o alcance das operações. “A população em todo o país assistiu hoje à maior resposta do Estado brasileiro ao crime organizado de nossa história até aqui”, apontou.

Segundo o presidente, os avanços investigativos foram possíveis graças à atuação integrada das instituições e à criação do Núcleo de Combate ao Crime Organizado, no âmbito do Ministério da Justiça.

“Nosso compromisso é proteger cidadãos e consumidores: cortar o fluxo de dinheiro ilícito, recuperar recursos para os cofres públicos e garantir um mercado de combustíveis justo e transparente, com qualidade e concorrência leal. Seguiremos atuando com coordenação e seriedade para dar segurança às pessoas e estabilidade à economia”, finalizou.

De acordo com a Polícia Federal, duas das principais operações em curso são a Operação Quasar, em São Paulo, e a Operação Tank, no Paraná. Ambas têm como foco desarticular redes complexas de lavagem de dinheiro com impactos bilionários.

Na Operação Quasar, 12 mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos em São Paulo, Campinas e Ribeirão Preto. A Justiça Federal autorizou o bloqueio de bens e valores até o limite de R$ 1,2 bilhão, além do sequestro de fundos de investimento e o afastamento de sigilos bancário e fiscal dos investigados. Segundo a PF, o esquema fazia uso de fundos e empresas de fachada para ocultar recursos ilícitos com possível ligação com o tráfico.

Já a Operação Tank investiga o que foi descrito como “uma das maiores redes de lavagem de dinheiro já identificadas no Paraná”. A organização atuava desde 2019 e movimentou mais de R$ 23 bilhões por meio de centenas de empresas, incluindo postos de combustíveis, distribuidoras, holdings e instituições financeiras autorizadas.