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Prefeitura de Fortaleza garante reforma do Mercado Público do Carlito Pamplona, após ação do MP

Uma fiscalização constatou diversas irregularidades, como comercialização de produtos de origem animal sem inspeção, acúmulo de lixo e presença de pragas e vetores. Prefeitura afirma que obras devem ter início em agosto
Foto: Divulgação

O Ministério Público do Ceará (MPCE) ingressou com uma ação na Justiça para que a Prefeitura de Fortaleza seja obrigada a reformar e adequar o Mercado Público Municipal do Carlito Pamplona de acordo com as condições sanitárias exigidas por lei. A ação civil pública (ACP) foi protocolada pela 137ª Promotoria de Justiça de Fortaleza, na 13ª Vara da Fazenda Pública de Fortaleza.

Em nota enviada ao Opinião CE, a Prefeitura afirmou que já possui o projeto finalizado e que as obras devem se iniciar em agosto e deve durar seis meses a partir da ordem de serviço assinada.

Fiscalizações conduzidas pelo MP cearense constataram diversas irregularidades que podem prejudicar a saúde dos consumidores e vendedores. Dentre os problemas detectados, destacam-se:

  • Inexistência de alvará de funcionamento, de registro sanitário e de certificado do Corpo de Bombeiros;
  • Comercialização de produtos de origem animal sem inspeção;
  • Ausência de pias adequadas para higienização; escoamento irregular de água com resíduos de peixes;
  • Acúmulo de lixo;
  • Estrutura física danificada;
  • Presença de pragas e vetores;
  • Inadequações nos banheiros;
  • Falhas de acessibilidade;
  • Riscos elétricos e estruturais.

Na ação, o MP pede que a Justiça obrigue a Prefeitura a realizar a reforma completa do Mercado em até dois anos, providenciando ações como medidas corretivas nas estruturas físicas, sanitárias, elétricas e hidráulicas. Há a recomendação também para a adequação do sistema de drenagem e esgotamento sanitário; ampliação e manutenção das instalações sanitárias.

Já em relação aos produtos, o órgão pede que a Justiça obrigue a gestão municipal a adequar o sistema de acondicionamento e coleta diária de resíduos sólidos; melhorar os espaços para manipulação de produtos de origem animal, em conformidade com as normas sanitárias; e sinalizar, com placas, para coibir animais domésticos dentro do Mercado.

A Promotoria pede ainda que a Justiça estipule um prazo de 90 dias para a Prefeitura apresentar projeto executivo com cronograma físico-financeiro e definição de datas para executar as intervenções.

Outros pedidos são para que o Município apresente projeto de acessibilidade e planos de prevenção de incêndios, de combate e controle de vetores e pragas urbanas, bem como de reforma das instalações sanitárias e adequação dos banheiros, pias e demais estruturas de higiene, além de capacitações regulares sobre boas práticas sanitárias para os permissionários.

RESPOSTA DA PREFEITURA

Conforme a gestão municipal, o projeto executivo está finalizado. A obra está orçada em R$ 2 milhões. A fiscalização da obra será de responsabilidade da Secretaria Executiva Regional (SER) 1, que vai acompanhar as etapas do processo visando garantir que as intervenções “atendam às necessidades dos permissionários e da população”.

Ainda de acordo com a nota, as obras vão contemplar uma “ampla reestruturação do equipamento”. “Incluindo melhorias nos revestimentos, pisos, sistema de proteção contra descargas atmosféricas (SPDA), sistema de combate a incêndio, estrutura metálica, fundações e pilares, instalações hidrossanitárias e elétricas, portas, esquadrias, bancadas, pinturas, cobertura, construção de novos boxes, banheiros, castelo d’água, instalações de gás, tubulações pluviais e instalação de elevador”, destaca.