O deputado estadual Guilherme Bismarck (PSB), em entrevista ao Opinião CE, defendeu que as eleições para as Assembleias Legislativas e para a Câmara dos Deputados levem em consideração a representatividade por região das Unidades Federativas (UFs).
No Congresso Nacional, está em discussão um projeto que institui o “voto distrital misto” no Brasil. No modelo da proposição, nas eleições ao Legislativo, o número de vagas da Casa seria dividido, metade adotando o modelo distrital, e a outra metade o que já é adotado atualmente.
Bismarck, no entanto, afirma que é a favor da mudança radical para o voto distrital. Ele deu o exemplo do Ceará: “Temos 46 vagas para estaduais, divide-se o Estado do Ceará, aí tem a proporcionalidade de população. Ou seja, o distrito da Grande Fortaleza e de Fortaleza ficam com vagas proporcionais à quantidade da população”, disse.
O parlamentar, do Aracati, representa o Litoral Leste na Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece). Conforme ele, o modelo atual do pleito, além de desfavorecer que candidatos da região sejam eleitos para representar a população, é prejudicial economicamente.
“Quando se pensa em baratear campanhas, diminuir custos eleitorais e dar igualdade de oportunidades a um candidato com menos recurso, às vezes, o candidato com pouco recurso é um candidato vocacionado pela política, líder comunitário, cara do bairro, e não tem condição de buscar voto no Ceará todo, mas tem condição de ser um representante daquela microrregião”, explicou.
Como completou Bismarck, apesar de também buscar auxiliar e firmar acordos com demais regiões do Estado, o seu foco é o Litoral Leste, o Vale do Caju e o Vale do Jaguaribe.
O projeto, atualmente, está na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, aguardando o parecer. Caso seja aprovada, a matéria vai para o plenário. A proposição já foi aprovada no Senado em 2017, portanto, tendo os votos favoráveis necessários na Câmara Baixa do Congresso Nacional, a matéria segue para a sanção do presidente Lula (PT).
