O Diretório Estadual do PSB no Ceará não vai se posicionar a respeito da investigação da Polícia Federal (PF) ao deputado Júnior Mano em um primeiro momento. O parlamentar, filiado ao partido, é alvo de operação que busca apurar possíveis desvios de recursos públicos por meio de fraudes em processos licitatórios e contratuais.
Conforme apurado pelo Opinião CE, o partido vai aguardar a decisão da Justiça para que tome uma posição. O presidente estadual, Eudoro Santana, e o senador Cid Gomes, vice-presidente do PSB, ainda não convocaram reunião da Executiva da sigla para discutir o assunto.
Fonte de dentro da legenda afirmou que não haveria condição “política, técnica e jurídica” para tomar uma decisão, já que o processo transita em segredo de justiça.
Situação semelhante teria ocorrido com os prefeitos eleitos de Santa Quitéria, Braguinha, suspeito de envolvimento com facção; e de Choró, Bebeto Queiroz, também investigado por suspeita de desvio de recursos. Este último, aliás, estaria envolvido no suposto esquema com Júnior Mano, que nega envolvimento. A respeito do caso dos gestores municipais, a Comissão de Ética provisória da sigla tentou buscar informações para tomar uma decisão, mas encontrou os processos transitando em segredo de justiça. Os casos agora estão com a Comissão de Ética efetiva, constituída a duas semanas a partir do congresso estadual da legenda.
INVESTIGAÇÃO CONTRA JÚNIOR MANO
De acordo com a PF, o grupo investigado teria articulado o direcionamento de dinheiro público para municípios do Ceará, por meio de pagamentos ilícitos. O esquema também envolveria a manipulação de licitações públicas com o uso de empresas ligadas aos suspeitos.
Foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), nos municípios de Fortaleza, Nova Russas, Eusébio, Canindé e Baixio, além de um mandado em Brasília, no gabinete do parlamentar. A operação contou com apoio técnico da Controladoria-Geral da União (CGU). No total, foram bloqueados R$ 54,6 milhões de contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas.
Em nota, o deputado afirmou que “não tem qualquer participação” no esquema criminoso: “O parlamentar reafirma sua confiança nas instituições, em especial no Poder Judiciário e na Polícia Judiciária Federal, e reitera seu compromisso com a legalidade, a transparência e o exercício probo da função pública”, afirma o texto.
Júnior Mano ainda declarou ter “plena convicção de que, ao final da apuração, a verdade dos fatos prevalecerá”.
