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Lula rebate Trump após defesa de presidente dos EUA a Bolsonaro: “Não aceitamos interferência”

Nesta segunda-feira (7), o ex-presidente dos Estados Unidos afirmou que o Brasil está promovendo uma “caça às bruxas” ao ex-presidente Jair Bolsonaro
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

O presidente Lula (PT) rebateu o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após o republicano afirmar que o Brasil promove uma “caça às bruxas” a Jair Bolsonaro (PL). O petista, em meio à Cúpula do Brics no Rio de Janeiro, disse que a defesa da democracia brasileira é um tema que compete aos cidadãos do País e que não aceitaria interferência externa.

Somos um país soberano. Não aceitamos interferência ou tutela de quem quer que seja. Possuímos instituições sólidas e independentes. Ninguém está acima da lei. Sobretudo, os que atentam contra a liberdade e o Estado de Direito”, afirmou Lula, em nota.

Nesta segunda-feira (7), Trump defendeu o ex-presidente Bolsonaro na Truth Social, rede social criada pelo americano. O ex-chefe do Executivo estadunidense, no texto, atacou a ação penal sobre a tentativa de golpe de Estado que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) contra Bolsonaro.

De acordo com o americano, o Brasil “está fazendo uma coisa terrível” com Bolsonaro. “Eu tenho assistido, assim como o mundo, como eles não fizeram nada, mas vão atrás dele, dia após dia, noite após noite, mês após mês, ano após ano! Ele não é culpado de nada”, disse.

“Estarei assistindo muito de perto à caça às bruxas de Jair Bolsonaro, sua família e milhares de seus apoiadores”, acrescentou Trump, que também pediu para deixar Bolsonaro “em paz”.

Bolsonaro é acusado de liderar uma tentativa de golpe de Estado no Brasil após perder a tentativa de reeleição em 2022. Segundo a Polícia Federal (PF), a trama golpista previa o assassinato de Lula e do ministro do STF Alexandre de Moraes, além da anulação da votação, o que configuraria uma ruptura da ordem democrática.

O ex-presidente agradeceu o apoio do seu aliado e disse que a ação penal contra ele é perseguição política. “Obrigado por existir”, disse em uma rede social.