Menu

Trabalho de cuidado sustenta a economia mas não aparece no PIB, diz Guilherme Sampaio

Nesta segunda-feira (30), foi realizada uma audiência pública para debater sobre o trabalho de cuidado em Fortaleza
Deputado estadual Guilherme Sampaio. Foto: Paulo Rocha/Alece

O deputado estadual Guilherme Sampaio (PT) propôs uma audiência pública para debater sobre o trabalho de cuidado em Fortaleza. O objetivo do momento, conforme o parlamentar, é fazer com que os dados apresentados e discutidos sejam base para a ação do Poder Público, para gerar desenvolvimento social e econômico por meio de emprego, renda e justiça social a essas pessoas que, conforme ele, são invisibilizadas.

De acordo com o petista, o tema possui grande alcance social, reunindo o trabalho realizado por milhões de pessoas no Brasil, em sua grande maioria, mulheres em bairros periféricos.

“Para que estejamos trabalhando neste momento, milhões de pessoas estão em casa cuidando de alguém que tem alguma deficiência, de pessoas idosas, da filha da vizinha para que possa trabalhar, às vezes a avó cuida da neta para a mãe trabalhar”, exemplificou.

O deputado destacou que o trabalho de cuidado sustenta a economia real, mas não consta no PIB e as pessoas que o realizam não possuem remuneração.

Guilherme Sampaio ressaltou que países como México e Uruguai já possuem legislações voltadas para esse tipo de trabalho. A legislação uruguaia, aliás, prevê a destinação de bolsas para pessoas que exercem o trabalho de cuidado.

Na audiência, foram apresentados os resultados da pesquisa “O trabalho de cuidado nas comunidades de Fortaleza”, realizada no bairro São João do Tauape e que foi desenvolvida em parceria entre a Universidade Federal do Ceará (UFC), a Secretaria do Trabalho do Estado do Ceará (SET) e a Funcap, por meio do Programa Cientista-Chefe.

Além do Lagamar, no São João do Tauape, também estão sendo aplicadas pesquisas em outras três áreas periféricas de Fortaleza: Grande Pirambu, Grande Bom Jardim e Grande Messejana.

“Queremos que a realidade apareça, (…) de que forma podemos aproveitar a experiência para gerar trabalho e renda. Como os governos podem fazer parcerias para que esse trabalho possa ser exercido e possa gerar renda ou algum tipo de recompensa para as pessoas que se dedicam”, afirmou.