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Lula participa da cúpula do G7 para discutir segurança energética e sustentabilidade

Na reunião com Lula, nesta terça-feira (17), o tema principal será segurança energética, com ênfase em tecnologia e inovação, diversificação e viabilização de cadeias produtivas de minerais críticos, infraestrutura e investimento
Atualmente, as penas previstas para esses crimes ligados a lavagem de dinheiro vão de 3 a 10 anos de prisão. Foto: Ton Molina/NurPhoto/picture alliance

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participará da Cúpula do G7 nesta terça-feira (17), a convite do próprio governo do Canadá. O chefe do executivo nacional brasileiro viaja na manhã desta segunda (16) com destino a Kananaskis, na província de Alberta, região central do país. Pela nona vez convidado a participar do encontro internacional, sua presença será no segmento de engajamento externo.

Na reunião com Lula, o tema principal será segurança energética, com ênfase em tecnologia e inovação, diversificação e viabilização de cadeias produtivas de minerais críticos, infraestrutura e investimento. Também serão debatidas a preservação de florestas e a prevenção de incêndios. Além do Brasil, também foram convidados líderes da África do Sul, Austrália, Coreia do Sul, Emirados Árabes Unidos, Índia e México, além de dirigentes da ONU, Banco Mundial, Comissão Europeia e Conselho da União Europeia.

Em um momento de tensão global, as maiores potências do planeta se reúnem com foco na pauta energética. A guerra entre Rússia e Ucrânia, sem perspectivas de pacificação, o massacre de Israel em Gaza, frequentemente classificado pelo presidente Lula não como uma guerra, mas um genocídio, além dos ataques de mísseis entre Irã e Israel. 

Além dos conflitos armados, o mundo enfrenta os impactos das mudanças climáticas, que vêm exigindo atenção e ações tardias diante de acordos climáticos de décadas atrás. Como destaca o presidente Lula, em grande parte por falta de compromisso dos ricos. Para o secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Mauricio Lyrio, a presença do petista é valiosa, em especial pela COP30, que acontece em novembro no Brasil. 

“É uma oportunidade para que o presidente possa falar da organização da COP 30 e convidar os outros líderes para que venham ao Brasil. E o tema principal de discussão do G7 tem uma ligação direta com o que será tratado na conferência em Belém”, ressaltou o chefe da pasta.

O Brasil mantém com os membros do G7 coordenação sobre temas da agenda internacional, seja de forma bilateral, seja no âmbito do G20 e de organismos internacionais nos quais o Brasil e os membros do grupo interagem. O G7 foi criado em 1975, por iniciativa de Valéry Giscard d’Estaing, hoje ex-presidente da França, visando reunir os países mais industrializados do mundo à época para tratar de questões de política econômica de interesse comum.

Neste ano, o grupo completa 50 anos de existência, e é atualmente composto pelos países-membros: Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido.

PROGRAMAÇÃO

Está prevista, para esta segunda, uma recepção às 17h30, oferecida pela premiê da província de Alberta, Danielle Smith, com a participação dos demais países convidados. Às 18h30, Lula participa de um jantar de boas-vindas oferecido pela governadora-geral do Canadá, Mary Simon, na cidade de Calgary.

Já na terça, no dia da reunião, a previsão é que a recepção de boas-vindas seja seguida de uma foto oficial do G7 e demais nações convidadas por volta de 11h. Em seguida, haverá um período para reuniões bilaterais, até o momento, está confirmado um encontro entre Lula e o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney.

Logo após, haverá a sessão de engajamento externo, que será um almoço de trabalho com 17 países convidados. O tema será “o futuro da segurança energética: diversificação, tecnologia e investimentos para assegurar acesso e sustentabilidade em um mundo dinâmico”. O encerramento da agenda está previsto para as 15h30.

CONVITE

Lula recebeu na última quarta (11), telefonema do primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, que formalizou convite ao Brasil. O presidente agradeceu e aceitou o convite, assinalando a contribuição positiva que o Brasil pode oferecer aos temas que serão debatidos no evento.

Em contrapartida, Lula convidou Carney para participar da COP30, recordando a experiência do chefe de governo canadense na área de financiamento climático. O primeiro-ministro elogiou a liderança brasileira e confirmou presença em Belém.

Os chefes de Estado trataram, também, do potencial de fortalecimento das relações bilaterais, destacando a convergência entre Brasil e Canadá na defesa da democracia, do multilateralismo e do livre comércio. Acordaram, por fim, manter encontro bilateral à margem da Cúpula do G7.