A senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) defendeu, em relatório apresentado à CPI das Bets nesta terça-feira (10), a proibição de jogos de apostas on-line, o indiciamento de influenciadores digitais e empresários do setor de apostas, além da tipificação de novos crimes. A senadora também acusa 16 pessoas de praticar crimes (e pede o seu indiciamento), como as influenciadoras digitais Virgínia Fonseca e Deolane Bezerra.
A maior parte dos indiciados são empresários do setor de apostas. Segundo a relatora, influenciadores digitais praticam estelionato ao “simular que apostam valores altos quando, na verdade, utilizam contas simuladas subsidiadas pelas próprias plataformas, com a intenção de induzir seguidores ao jogo com falsas promessas de ganho fácil”.
Em maio, o Opinião CE mostrou que a CPI estudava incluir, no relatório final, pedido de indiciamento de Virgínia Fonseca, Rico Melquíades, bem como de outros influenciadores digitais que divulgam sites de apostas em suas redes sociais. Ambos os investigados prestaram depoimento no Senado nesta semana.
No relatório apresentado nesta terça, Soraya também propõe a proibição dos jogos de apostas on-line, chamados por ela de “caça-níqueis on-line”, mas defende a manutenção das bets — que se tratam de apostas em jogos esportivos.
Ela argumenta que as bets injetaram quantidade relevante de investimento nos esportes, enquanto jogos como o “Jogo do Tigrinho” e outros semelhantes têm “efeitos exclusivamente deletérios” (como o vício de seus usuários e os obstáculos para a fiscalização do poder público).
COMISSÃO
Houve um pedido de vistas, e o presidente da comissão, senador Dr. Hiran (PP-RR), informou que tentará articular com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a prorrogação da CPI — para que a votação do relatório ocorra na próxima semana. As informações são da Agência Senado.
O prazo de encerramento das atividades da comissão termina no sábado (14). O senador Izalci Lucas (PL-DF) deve apresentar um relatório alternativo.
Caso o relatório seja aprovado, o documento será enviado ao Ministério Público ou à Polícia Federal. O texto propõe um “adendo” à regulamentação do Poder Executivo por meio de 20 medidas e a previsão de três novos crimes (para coibir práticas ilícitas no setor).
