A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta última quinta-feira (29), a dispensa do depoimento de quatro testemunhas, na ação penal sobre a trama golpista. Os depoimentos estão previstos para esta sexta-feira (30).
Em pedido ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, os advogados solicitaram a homologação da desistência das oitivas dos ex-ministros Eduardo Pazuello (Saúde) e Gilson Machado (Turismo), além do advogado Amauri Feres Saad, acusado de ser o autor intelectual da minuta do golpe, e de Ricardo Peixoto, ex-médico cardiologista da Presidência da República.
Até o momento, continuam previstos os depoimentos do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, do ex-secretário de Tecnologia do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Giuseppe Dutra Janino, e de mais três testemunhas.
Hoje, o ex-presidente participa como palestrante do 2º Seminário Nacional de Comunicação do PL, que acontece no Centro de Eventos do Ceará. O encontro conta com a presença de representantes de big techs, como a Meta e o Google. O ex mandatário também se reúne com lideranças visando articulações para o próximo ano.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) desembarcou nesta quinta-feira (29) em Fortaleza. No Aeroporto Internacional Pinto Martins, ele foi recepcionado por apoiadores e por lideranças do partido nos âmbitos estadual e municipal.
TRAMA GOLPISTA
Bolsonaro e mais sete denunciados pela trama golpista viraram réus no STF. Assim, passaram a responder a uma ação penal pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência, bem como grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.
Confira a lista dos nomes que fazem parte do chamado núcleo 1, grupo crucial do golpe:
- Jair Bolsonaro: ex-presidente da República;
- Walter Braga Netto: general de Exército, ex-ministro e candidato a vice-presidente na chapa de Bolsonaro nas eleições de 2022;
- General Augusto Heleno: ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional;
- Alexandre Ramagem: ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin);
- Anderson Torres: ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança do Distrito Federal;
- Almir Garnier: ex-comandante da Marinha;
- Paulo Sérgio Nogueira: general do Exército e ex-ministro da Defesa;
- Mauro Cid: delator e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.
Cada um teve a denúncia aceita por unanimidade pela Primeira Turma do STF em 26 de março.
