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Girão defende proibição de bets no futebol: “Só magnatas ganham”

O senador, que possui um projeto de lei para proibir novamente as apostas esportivas, lembrou que o setor é responsável pelo aumento do endividamento de famílias e de casos de vício em jogos.
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O senador cearense Eduardo Girão (Novo) voltou a criticar a influência das empresas de apostas online no futebol brasileiro. No plenário do Senado, o parlamentar defendeu a proibição da publicidade das plataformas de apostas e responsabilizou o setor pelo aumento do endividamento de famílias e de casos de vício em jogos. Ainda em seu pronunciamento, o senador lembrou que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) é patrocinada pelo setor.

De acordo com Girão, apenas os magnatas ganham com a “tragédia humanitária” que são as bets. “Eu tenho um projeto de lei para acabar, para proibir novamente a aposta esportiva. O estrago já foi feito, os sinais estão aí. E ainda tem gente com zero responsabilidade com a população brasileira, com zero compromisso social, que está pensando em colocar, nas próximas semanas, nesta Casa, a votação de cassinos e bingos”, disse.

Girão destacou que a CBF também é patrocinada pelo setor. Para ele, a dependência financeira em relação às bets, que se estende também a clubes e campeonatos nacionais, é prejudicial para o esporte. O senador citou o técnico do Flamengo, Filipe Luís, como exemplo de resistência à influência das bets. Segundo o senador, mesmo treinando um clube patrocinado por plataformas de apostas online, o técnico se recusou a participar de campanhas publicitárias dessas empresas.

Ao comentar a crise na CBF, o senador disse que o processo vinha sendo judicializado de forma indevida e que o Supremo Tribunal Federal (STF) não deve interferir em disputas internas da área do futebol.

“A CBF, com tantas denúncias, está em xeque neste momento. Mas parece que haverá um desfecho agora, se não houver interferência do Supremo novamente. Um desfecho que nos permitirá voltar a ter esperança de que o futebol brasileiro entre no rumo”, completou.