A Prefeitura de Fortaleza está desenvolvendo um programa que vai auxiliar os órgãos competentes na prevenção de problemas como alagamentos e extremo calor, decorrentes de condições climáticas adversas. Como explicou o presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento de Fortaleza (Ipplan), Artur Bruno (PT), a iniciativa vem sendo desenvolvida pelo órgão, em parceria com a Secretaria de Segurança Cidadã (Sesec), por meio da Defesa Civil. Por meio da ação, a gestão poderá instalar alarmes que vão comunicar possíveis adversidades.
O projeto deve ser lançado ainda neste ano. Em entrevista ao podcast Questão de Opinião, do Opinião CE, Artur Bruno lembrou que a capital cearense conta com 89 áreas de risco atualmente, todas mapeadas pela gestão municipal. “Temos isso mapeado e vamos trabalhar, dentro desse observatório de riscos climáticos, para tentar prever problemas que podem acontecer”, destacou.
ENTRE CHUVA E CALOR EXTREMO
Entre os meses de fevereiro e maio, durante a quadra chuvosa, Ceará e Fortaleza recebem um maior aporte de chuvas. O volume superior das precipitações ocasiona alagamentos pelas cidades. Na capital, para tentar prevenir cheias, a gestão vem realizando a limpeza de canais. Desde o início de seu mandato, o prefeito Evandro Leitão (PT) vem ressaltando a importância de desobstruir os desaguadouros.
O chefe do Executivo municipal também já afirmou que quer a pavimentação e drenagem para resolver os problemas de forma definitiva. “Aqui nós temos um problema crônico, tanto no período do inverno quanto na estiagem”, disse o petista, ainda no último mês de janeiro.
Passado o período chuvoso, as temperaturas na cidade sobem e alcançam níveis elevados. Mesmo ainda em maio, o calor extremo já vem sendo sentido pelos fortalezenses neste ano de 2025.
