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“União Brasil já era para ter entregue os ministérios”, defende deputado do partido

O partido atualmente possui um ministro filiado — e dois indicados — na equipe do presidente Lula, apesar de parte da bancada não esconder ser oposicionista ao governo.
Deputado estadual Felipe Mota, em entrevista ao Opinião CE. Foto: Hellynara Fernandes/Opinião CE

O deputado estadual Felipe Mota (União Brasil) defendeu que o seu partido era para ter entregue os cargos que ocupa no governo do presidente Lula (PT). Atualmente, a sigla conta com um filiado no Executivo e dois nomes indicados pela legenda. Em entrevista ao Opinião CE, Mota detalhou, inclusive, como a criação da Federação União Progressista — junto ao PP — fortalece a sigla para 2026 e o que a aliança significa para a centro-direita, que já tem pré-candidato colocado ao pleito.

Conforme o parlamentar, se ele fosse deputado federal, já “teria forçado a barra junto ao partido” para que os cargos fossem entregues. “Não se pode servir a dois senhores. Não pode estar em um governo em que você não acredita”, disse.

Atualmente, o União Brasil possui um ministro filiado, Celso Sabino, do Turismo; e outros dois indicados pela sigla: o ministro da Integração e Desenvolvimento Regional, Waldez Góes (PDT), e o ministro das Comunicações, Frederico Siqueira, que substituiu Juscelino Filho (União Brasil), afastado do cargo. À época do afastamento de Juscelino, aliás, o líder da legenda na Câmara dos Deputados, Pedro Lucas, chegou a receber convite para assumir o ministério, mas recusou.

“Ele viu que, pela formação do União Progressista, não era interessante. Você vê, hoje, líderes da direita sem querer assumir esse comando”, disse Felipe Mota, ao ressaltar a “coragem” de seu correligionário ao não assumir a pasta.

Para 2026, a direita articula a construção de uma candidatura que, ao mesmo tempo, possua capacidade de dialogar com os oposicionistas de Lula e tenha força o suficiente para impedir o petista de, nas eleições, assumir o seu quarto mandato como presidente. Com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) inelegível, dois nomes despontam como possíveis candidatos. Pelo União Brasil, o nome posto é o do governador de Goiás, Ronaldo Caiado. Outro nome é o do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).