O prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão (PT), afirmou ao OPINIÃO CE que vai se reunir com a bancada federal cearense em Brasília para tratar sobre a confirmação da destinação de emendas para os cofres públicos da Capital. A previsão é de que o pedido seja de R$ 80 milhões, destinados exclusivamente para a Saúde. Evandro viaja à capital federal ainda nesta semana ou na próxima.
Como lembrou o chefe do Executivo, ele teve reunião com os 22 deputados federais e os três senadores ainda no final do ano passado, antes de assumir a Prefeitura. De acordo com ele, “a grande maioria confirmou o compromisso de ajudar a cidade financeiramente”. A declaração foi feita nesta terça-feira (22), em evento de reinauguração de posto de saúde no bairro Cidade 2000.
Ainda na ocasião, o petista estipulou que, até o fim do ano, a Prefeitura vai zerar a dívida com as empresas que fornecem serviços à gestão municipal. Nesta terça, aliás, ele enviou quatro mensagens à Câmara de Fortaleza (CMFor) para a contratação de operações de créditos que, somadas, chegam a até R$ 1,6 bilhão. O empréstimo com o valor mais elevado, em cerca de R$ 1,16 bilhão junto ao Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD), tem objetivo de destinar os recursos à reestruturação de parte da dívida interna pública da capital cearense. “Enviamos, à Câmara, mensagens no sentido de que possamos estar contraindo empréstimos para que possamos abater a dívida. Temos uma dívida pública considerável, mas repito: com planejamento, vamos superar todos esses desafios”, disse.
SAÚDE DE FORTALEZA
No final do ano passado, quando foi eleito prefeito da capital cearense, Evandro iniciou uma série de críticas e denúncias à gestão do ex-prefeito José Sarto (PDT), especialmente em relação à Saúde. No último dia 10 de abril, aliás, o prefeito afirmou que sua gestão vai normalizar a distribuição dos medicamentos à população até o final deste mês. Conforme o chefe do Executivo Municipal, do total de 137 medicamentos ofertados pela cidade, uma média de 80%, ou seja, 116, estão sendo distribuídos aos fortalezenses.
Segundo ele, mesmo com a “situação crítica” deixada por Sarto na capital cearense, foi possível “avançar em algumas coisas”. Para o gestor, “o grande problema” da saúde de Fortaleza não é a atenção terciária – dos hospitais -, mas sim a atenção primária – nos postos. Como medidas necessárias para a reestruturação, ele cita a questão dos medicamentos e a ampliação de unidades de Saúde da Família.
“Para que possamos fazer com que a população, no lugar de estar indo para uma UPA e uma Policlínica, às vezes até para Frotinha e Gonzaguinha, esteja sendo atendida nos Postos de Saúde”, disse.
