Menu

Liberado da prisão domiciliar, Braguinha diz ser inocente “igual a um passarinho preso na gaiola”

O prefeito eleito de Santa Quitéria, investigado por suposto envolvimento com facção, estava recluso em sua residência desde o início do ano, quando foi impedido de assumir a gestão
Foto: Reprodução/Redes Sociais

O prefeito eleito de Santa Quitéria, Braguinha (PSB), falou pela primeira vez com a imprensa após ser liberado da prisão domiciliar pela Justiça Eleitoral. Em entrevista a A Voz de Santa Quitéria, ele disse ter “sã consciência” que é inocente, “igual a um passarinho que foi preso na gaiola”. Investigado por suposto envolvimento com facção, Braguinha estava recluso em sua residência desde o início do ano, quando foi impedido de assumir a Prefeitura. “Todo mundo sabe da conduta do Braga, da decência do Braga, da honestidade do Braga”, afirmou, falando de si em terceira pessoa.

“Infelizmente, aconteceu o que aconteceu. Acredito na Justiça, acredito em Deus e acredito que vamos retornar, para o progresso e desenvolvimento desse município. Não tenho por que me envergonhar, vou trabalhar por esse município, vou lutar e vamos chegar lá, que a justiça vai ser feita”, acrescentou.

Ainda em sua fala, ele lembrou que é um senhor que se aproxima dos 70 anos e que “nunca deu nem um murro numa pessoa, que quer o bem e que ama a si e aos outros”. Sobre o município de Santa Quitéria, o pessebista destacou que trabalhar pela cidade é a sua “missão”.

DECISÃO DA JUSTIÇA

Com a prisão domiciliar considerada “desnecessária” e “excessiva” pelo desembargador eleitoral Luciano Nunes Maia Freire, do Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE), a Justiça Eleitoral levou em consideração a saúde de Braguinha em liberá-lo da reclusão.

Conforme a decisão, no entanto, o gestor eleito vai precisar cumprir medidas como comparecimento semanal ao Cartório Eleitoral da 54ª Zona de Santa Quitéria, não sair dos limites do Ceará sem autorização prévia da Justiça, não manter contato com os demais denunciados, testemunhas do processo e pessoas relacionadas à investigação e comparecer a todos os atos da instrução processual. O descumprimento de qualquer das medidas pode resultar na retomada da detenção.

Ao ser liberado, ele foi recebido em festa por apoiadores e correligionários do município. “Só resta agradecer à recepção que tive ao retornar da prisão. Tenho que agradecer a esse povo, que tenho gratidão e vou trabalhar por eles”, disse. “Como diz o velho ditado: a voz do povo é a voz de Deus. Estou com o povo e estou com Deus também”, completou.