O secretário municipal da Proteção Animal de Fortaleza, Apollo Vicz (PSD), afirmou, em entrevista ao podcast Questão de Opinião, do OPINIÃO CE, que pretende realizar censos para animais de abrigos e animais em situação de rua na cidade. Conforme o titular da pasta, a ação é necessária para que a Secretaria possua dados sobre os animais e consiga pedir recursos para a realização de políticas de proteção. “Como vou trabalhar sem censo? Como pedir emendas e recursos se não tenho dados para apresentar?”, questionou.
De acordo com o secretário, a ação deve demorar pelo menos um ano, mas já vem sendo encaminhada. “Estamos conversando com cientistas veterinários e protetores. Já estamos mapeando os abrigos de Fortaleza, os pontos de abandono, para a gente começar o senso”, disse.
Como completou, em relação ao senso dos animais em situação de rua, o número deverá ser aproximado, já que existem animais que são “andarilhos”, tornando a identificação mais difícil. “O senso exato, vamos ter dos animais que vivem em abrigos, que estão protegidos, são colocados ali dentro, e a gente consegue contar e ter um número exato”.
Apollo afirmou ainda estar otimista com o projeto. Ele também elogiou o prefeito Evandro Leitão (PT) em relação à pauta da proteção animal. “(Ele) realmente se preocupa. Toda semana vou encher o saco dele, levar um projeto novo, e ele super apoia e abraça a causa animal mesmo. Estou sentindo isso acontecendo, porque ele não me empata de fazer nada”, concluiu.
Ainda segundo o secretário, a Prefeitura já possui um censo para animais tutorados, mas não daqueles que vivem em abrigos ou em situação de rua. De acordo com Vicz, o censo não pode ser realizado “de qualquer forma”. “Preciso saber quantos animais a pessoa tem, a espécie dos animais, quantos receberam esquema vacinal, quantos não receberam, quantos são castrados, a origem dos animais”, exemplificou.
O titular alertou também para a necessidade de um censo dos protetores. “A gente sabe que a grande parte dos protetores que acolhem esses animais são mulheres periféricas e pessoas da comunidade LGBT. Acaba alinhando porque também são pessoas marginalizadas, assim como esses animais”, disse. O titular da pasta afirmou que tal censo pode ser utilizado, inclusive, para alinhar ações com outros órgãos, como a Coordenadoria da Diversidade e a Secretaria da Mulher.
