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Priscila Costa: “PL não abre mão de uma candidatura ao Governo que seja alinhada com Bolsonaro”

Para as eleições de 2026, o grupo de oposição ao governador Elmano de Freitas (PT) deve lançar candidatura conjunta ao Governo e ao Senado; a vereadora, a mais votada de Fortaleza em 2024, falou sobre o assunto ao podcast Questão de Opinião, do OPINIÃO CE
Priscila Costa foi a vereadora mais votada de Fortaleza. Foto: Hellynara Fernandes/Opinião CE

A vereadora mais votada de Fortaleza, Priscila Costa (PL), afirmou em entrevista ao podcast Questão de Opinião, do OPINIÃO CE, que o PL não vai abrir mão de uma candidatura ao Governo do Ceará que esteja alinhada com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Atualmente, se discute a possibilidade de uma chapa conjunta, dos oposicionistas ao grupo governista, para disputar o Executivo estadual e e as vagas ao Senado. Além do PL, estão no bloco de oposição os grupos do ex-deputado federal Capitão Wagner (União Brasil) e do ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PDT).

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Priscila Costa destacou que perfis que estejam alinhados ao ex-presidente seriam avalizados pelo PL e, consequentemente, com “mais chance” de concorrer ao Governo. Desde a disputa nas Eleições Municipais de 2024, o deputado federal André Fernandes surgiu como a grande liderança do partido no Estado. Fernandes, no entanto, não pode concorrer ao cargo, por não ter idade mínima para se candidatar. No Congresso Nacional, contudo, tramita Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para diminuir a idade mínima para candidaturas a todos os cargos eletivos. Caso aprovada, André Fernandes estaria livre para concorrer ao Governo ou ao Senado.

Conforme ressaltou Priscila, no entanto, ainda não há um nome que o grupo apoie publicamente. “Vi algumas páginas de internet se atrevendo a colocar (um nome), mas ainda é muito cedo. É uma decisão que tomamos em grupo e tem que esperar o tempo, o timing”, frisou. Nos bastidores, Roberto Cláudio e Wagner são os mais ventilados para concorrer a Governo e Senado. O que não concorresse ao Executivo, iria lançar seu nome para o Legislativo.

Sobre um possível interesse seu em disputar o Governo, ela disse acreditar que não está no “momento” para uma experiência no Executivo, mas que gosta de se sentir útil para o grupo a qual faz parte. Já para o Senado, ela disse que se vê na obrigação de colocar o seu nome à disposição do grupo. “Continuo trabalhando para deputada federal, mas também coloco o meu nome à disposição para o Senado”.

“Temos excelentes quadros. O André Fernandes, por não ter idade, acaba aumentando a minha obrigação de estar disponível, se possível for”, frisou.

Para o próximo ano, a direita vai perder um dos senadores cearenses. Eduardo Girão termina o seu mandato de oito anos e, como já afirmou em ocasiões anteriores, não tem interesse de concorrer novamente, já que é contra a reeleição. Além dele, Cid Gomes também finaliza o seu mandato. Com duas vagas disponíveis, Priscila disse que as possibilidades da direita fazer pelo menos um candidato são grandes.