O senador Romário (PL-RJ), relator da CPI da Manipulação de Jogos e Apostas Esportivas, apresentará o relatório final da comissão em reunião marcada para esta terça-feira (11), às 15h. Na pauta da reunião também consta o requerimento (REQ 178/2025), que pede à Polícia Federal informações sobre a transferência internacional do empresário investigado William Pereira Rogatto. Já na próxima quarta-feira (12), acontece a 33ª Reunião Deliberação do Relatório Final, também às 15h, quando ocorrerá a votação do relatório.
Para o encontro, o autor do requerimento, senador Carlos Portinho (PL-RJ), quer saber dos procedimentos já tomados para a transferência do empresário e uma previsão de quando ele chega ao Brasil. Rogatto, conhecido como “rei do rebaixamento”, foi preso pela Interpol no início de novembro, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Ele é suspeito de manipulação de resultados de futebol e campeonatos.
Rogatto já foi ouvido pela CPI no mês de outubro do ano passado, onde confessou ter articulado 42 rebaixamentos de clubes de futebol em troca de recompensa financeira.
A CPI
Instalada em abril de 2024, com a presidência do senador Jorge Kajuru (PSB-GO), a CPI da Manipulação de Apostas Esportivas tem o objetivo de investigar fatos relacionados às denúncias e suspeitas de manipulação de resultados no futebol brasileiro, envolvendo jogadores, dirigentes e empresas de apostas. A comissão tem autorização para funcionar até este sábado (15).
A CPI também ouviu depoimentos como o do presidente da Federação de Futebol do Distrito Federal, Daniel Vasconcelos, citado pelo empresário William Rogatto em esquemas de manipulação de resultados de partidas oficiais, mas negou as acusações. O empresário Ede Vicente Ferreira Júnior e o presidente da Federação de Futebol do Distrito Federal, Daniel Vasconcelos, também foram concavados pela CPI
Conforme Romário, em três diferentes etapas de investigação, o Ministério Público e Polícia Civil de Goiás mostraram detalhes de uma complexa organização criminosa em rede, com divisão de tarefas e núcleos de atuação: aliciadores, financiadores, apostadores e jogadores aliciados. Dentro do suposto esquema criminoso, Thiago Andrade seria o responsável por cooptar jogadores, além de prometer e realizar pagamentos indevidos a atletas.
