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“A direita não tem um candidato para disputar com o Lula”, diz Zé Dirceu, sobre 2026

Ex-ministro da Casa Civil do primeiro governo de Lula, o petista concedeu entrevista ao podcast Questão de Opinião, do OPINIÃO CE, em que tratou sobre a disputa eleitoral em 2026
Ex-ministro Zé Dirceu, em entrevista ao Opinião CE. Foto: Hellynara Fernandes

O ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu (PT), afirmou em entrevista ao podcast Questão de Opinião, do OPINIÃO CE, que a direita não tem um candidato para disputar contra o presidente Lula (PT) em 2026. Conforme ele, o chefe do Executivo será candidato à reeleição, apesar de outros nomes governistas também serem apontados como possibilidades para o pleito. Como ressaltou Dirceu, a inelegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) – principal adversário político de Lula – faz com que a direita se encontre na posição de ausência de um nome forte para fazer oposição ao petista.

“Bolsonaro não será candidato, a direita não tem um candidato para disputar com o Lula. Tarcísio [de Freitas] vai renunciar ao Governo de São Paulo para disputar com o Lula? Todo mundo vai abrir com ele? Nada indica”, disse.

Como continuou o ex-ministro, “quem tem problema hoje é a direita”. Ele dividiu os adversários de Lula entre os que se encaixam no espectro político da direita e da extrema-direita, em que citou o “problema que não tem como resolver”, sobre a inelegibilidade de Bolsonaro. “Ele pode apoiar [um candidato]. Mas, conhecendo o Bolsonaro, não vai ser simples assim. Ele vai fazer de tudo, até o final do ano, para não apoiar. Vai ser obrigado [a apoiar] de última hora, quando o TSE [Tribunal Superior Eleitoral] falar que é inelegível”, completou.

Mesmo “sem um candidato” na extrema-direita e na direita, Zé Dirceu espera um resultado eleitoral “muito difícil”, como foi em 2022. “O País está bastante consolidado nos blocos de centro-direita e centro-esquerda. O Lula ganhou [em 2022] porque uma parcela do eleitor liberal de direita democrática votou nele”, pontuou.

Na defesa de uma candidatura de Lula ao seu quarto mandato, o ex-ministro não deixou de citar, no entanto, outros nomes petistas que poderiam suceder o presidente caso ele não lançasse o seu nome para novos quatro anos à frente do Palácio do Planalto. Dentre os citados, estão o ministro da Educação e ex-governador do Ceará, Camilo Santana, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e o senador Jaques Wagner, líder do Governo Lula no Senado.