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Vereador é preso por supostas irregularidades em contratos de limpeza pública em Umari e Itaiçaba

O parlamentar e um servidor do Gabinete do Prefeito também foram afastados dos cargos por seis meses. A ação é um desdobramento da Operação Itaiçaba, deflagrada em 2023 e que resultou no afastamento do então prefeito
Buscas foram realizadas na sede da Prefeitura de Itaiçaba e na casa do vereador preso. Foto: Divulgação/ Ascom MPCE

O Ministério Público do Ceará (MPCE), por meio da Procuradoria de Justiça de Crimes contra a Administração Pública (Procap), com apoio da Polícia Civil (PCCE), deflagrou, na manhã de terça-feira (17), as operações Purgatio e Averitia, que investigam supostas irregularidades em contratos de limpeza pública firmados entre as prefeituras de Itaiçaba e de Umari e a empresa que presta o serviço nos dois municípios.

OPERAÇÃO PURGATIO

Em Itaiçaba, a Operação Purgatio resultou na prisão de um vereador do município, que não teve a identidade revelada. A pedido do MPCE, o parlamentar e um servidor do Gabinete do Prefeito também foram afastados dos cargos por seis meses. A ação é um desdobramento da Operação Itaiçaba, deflagrada em 2023 e que resultou no afastamento do então prefeito.

Ainda foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão na sede da Prefeitura de Itaiçaba e na residência do vereador preso. Foram apreendidos computadores, aparelhos celulares e documentos que irão subsidiar as investigações da Procap. Os suspeitos poderão responder por crimes contra a administração pública.

A operação foi denominada Purgatio, nome que vem do latim e remete a tentativas de acabar com a corrupção.

OPERAÇÃO AVERITIA

Já durante a Operação Averitia foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão nas sedes da Prefeitura de Umari, da empresa investigada e nas residências do prefeito, de secretários e ex-secretários municipais e de empresários. Durante a ação, que ocorreu em Umari e Fortaleza, foram apreendidos aparelhos celulares, computadores e documentos relacionados aos contratos investigados. Os suspeitos também poderão responder por crimes contra a Administração Pública.

O nome Averitia também tem origem no latim e diz respeito à ganância de pessoas, o que pode acabar levando à prática de corrupção.