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Mercosul e União Europeia firmam acordo de livre-comércio negociado há 25 anos

Negociações de livre comércio somam 750 milhões de pessoas
Foto: Ricardo Stuckert/ PR

Na manhã desta sexta-feira (6), chefes de Estado do Mercosul e a representante da União Europeia (UE), Ursula von der Leyen, anunciaram o acordo firmado de livre comércio para redução das tarifas de exportação entre os países que compõe esses mercados. As negociações ocorreram durante 25 anos e foi muito estimulada pelo governo brasileiro, que via desvantagem em certas imposições.

Com a presença do presidente Lula (PT); do presidente argentino, Javier Milei; do Uruguai, Luis Alberto Lacalle Pou; e do Paraguai, Santiago Peña o acordo foi anunciado em coletiva de imprensa em Montevidéu, no Uruguai, onde ocorreu a 65ª Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul. A maior preocupação do Brasil estava na área da produção agrícola. O presidente Lula discursou no evento e mostrou seu descontentamento com o acordo firmado anteriormente. “O acordo que finalizamos hoje é bem diferente daquele anunciado em 2019”, disse o presidente.

As condições que herdamos eram inaceitáveis, foi preciso incorporar ao acordo temas de alta relevância para o Mercosul. Conseguimos preservar nossos interesses em compras governamentais, o que nos permitirá implementar políticas públicas em áreas como saúde, agricultura familiar e ciência e tecnologia”, apontou.

Lula em seu discurso (Foto: Reprodução/ Canal Gov)

Apesar das negociações terem sido encerradas, ainda é necessário que o acordo seja assinado. Os textos negociados passarão por revisão jurídica e tradução para os idiomas oficiais dos países, para, assim, ser aprovado internamente em cada uma das nações. Não há prazo para a finalização desse processo.