Menu

Vídeo de André Fernandes menosprezando feminicídio volta a repercutir

Na ocasião, em 2018, o deputado federal e atualmente candidato à Prefeitura de Fortaleza tinha 20 anos, e já era candidato a deputado estadual
Deputado federal e candidato à Prefeitura de Fortaleza, André Fernandes. Foto: Natinho Rodrigues

Um vídeo de 2018 em que o deputado federal e candidato à Prefeitura de Fortaleza, André Fernandes (PL), menospreza o feminicídio, voltou a repercutir nacionalmente. Edição de programa da Globo News desta segunda-feira (21), transmitiu o vídeo em que o postulante ao Executivo municipal compara as mortes das mulheres vítimas de feminicídio às mortes de homens. À época, o deputado federal já possuía 20 anos e era candidato a deputado estadual.

“Ah, mas o feminicídio, ‘aqui no Brasil tantas mulheres morrem por dia’. Tá. Dane-se. E quantos homens morrem por dia?”, disse, no vídeo.

Na transmissão, a colunista e comentarista da Globo News, Flávia Oliveira, analisa que as falas de Fernandes contêm não apenas misoginia, mas uma “ignorância ativa”. “Uma ignorância orgulhosa sobre indicadores de criminalidade, sobre o que é a violência no Brasil, como ela se manifesta e em que motivos”, comentou. Como prosseguiu Flávia, “homens no Brasil não são assassinados porque são homens, e mulheres são”.

Em 2023, foram registrados 1.463 casos de feminicídio no País, representando uma alta de 1,6% em relação a 2022. No Ceará, dados da Superintendência de Pesquisa e Estratégia de Segurança Pública (Supesp) apontam que foram registrados 42 feminicídio, um aumento de 44,8% na comparação com o ano anterior, 2022. O índice foi o maior dos últimos seis anos.

A candidatura de Evandro Leitão (PT) utiliza falas consideradas machistas de Fernandes em seu material de campanha. Com base nisso, o petista e seus aliados têm divulgado frases como “quem é mulher não vota em André”. Contra o candidato bolsonarista, também é citado o fato dele ter votado contra, em 2023, o Projeto de Lei que tratava sobre a intensificação da fiscalização da equidade salarial para homens e mulheres que desempenham a mesma função.

Sobre o assunto, André já comentou que não votou de forma favorável, pois o projeto discutia sobre o modo de transparência dos salários no País, “expondo o salário das pessoas para outras empresas” e “acabando com a competitividade”. O candidato disse ainda que é a favor não apenas da equiparação do salário, mas que a mulher ganhe mais que o homem quando os dois estão no mesmo cargo.