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Catanho recebe apoio de Zé Gerardo e estende processos contra Naumi Amorim nas ruas de Caucaia

O pedetista afirmou que leu o programa de governo petista e ressaltou que são necessárias parcerias com os governos Federal e do Estado para que elas se concretizem
Waldemir Catanho (PT) participa do ato no qual os processos contra o oponente Naumi Amorim (PSD) foram desenrolados na via pública em Caucaia. Foto: Divulgação

O ex-prefeito de Caucaia, Zé Gerardo, acompanhado de lideranças do PDT, gravou um vídeo na tarde desta segunda-feira (21), declarando apoio ao petista Waldemir Catanho, candidato a prefeito no segundo turno. Zé Gerardo, que apoiou Emília Pessoa (PSDB) no primeiro turno, disse que Caucaia está endividada e a pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu apoiar Waldemir Catanho neste segundo turno.

O pedetista afirmou que leu o programa de governo do petista e ressaltou ser preciso manter as parcerias com o Governo Federal e o Estadual para que elas se concretizem. “Queremos fazer o melhor para nossa Caucaia e estamos com 13”, disse.

PROCESSOS CONTRA NAUMI

O outro candidato a prefeito de Caucaia, Naumi Amorim (PSD), enfrenta 17 processos judiciais por crimes variados, como homicídio, fraude em licitações e improbidade administrativa, entre outros. Impressas, coladas e colocadas em sequência, as 12.600 páginas de todos os arquivos judiciais contra ele somam 3,5 quilômetros de comprimento. Nesta segunda-feira, a campanha de Waldemir Catanho desenrolou os arquivos pelas ruas da cidade, abrindo um documento que se estendeu da Lagoa do Tabapuá à Estação da Jurema.

A ação despertou muita curiosidade nos moradores, que pararam para ler trechos dos processos, que ficaram estendidos pelas calçadas. Naumi Amorim foi prefeito de Caucaia entre 1997 e 2020, quando tentou a reeleição, mas acabou sendo derrotado. Oito das investigações movidas contra ele são do período em que esteve à frente da Prefeitura, sendo a maior delas o escândalo do lixo. O Ministério Público denunciou Naumi por fraudar a licitação para a coleta, causando um rombo de R$ 27 milhões.

“Caucaia não pode correr o risco de voltar a ser administrada por alguém que já foi testado e reprovado pelo povo. Um homem cheio de processos na Justiça, que, certamente, será condenado em vários deles, porque a Justiça será feita”, afirmou Catanho, que participou do ato político ao lado de centenas de militantes.