Menu

Eleições 2024: temperatura sobe no embate entre candidatos da direita em Fortaleza

Antigas postagens de André Fernandes viraram munição para Capitão Wagner
Foto: Reprodução/Redes Sociais

Nos últimos meses da pré-campanha, havia uma expectativa de que a direita reduzisse seu número de postulantes à Prefeitura de Fortaleza. Não se chegou a um acordo: União Brasil, PL e Novo lançaram candidatos próprios, com uma sinalização de apoio posterior de uns aos outros, se um deles chegasse ao segundo turno.

O senador Eduardo Girão (Novo) não chegou aos dois dígitos nas pesquisas de intenção de votos; ao contrário do Capitão Wagner (UB) e de André Fernandes (PL), que nos levantamentos de alguns institutos aparecem disputando a liderança. Desde o começo da campanha, Fernandes partiu para o ataque ao ex-aliado. Nos debates, não poupou críticas à decisão de Wagner de bancar mais uma candidatura na cabeça de chapa, ao invés aceitar uma posição de vice para o PL. Wagner respondia, mas tentava evitar o embate.

Na última semana, a temperatura se elevou e a postura de Wagner mudou. Fernandes tornou-se o principal alvo do candidato da União Brasil. A estratégia é atrapalhar o “novo André Fernandes”, menos polêmico e se apresentando com um tom mais brando do que o fez conhecido. À investida, Wagner dedicou a maior parte de suas inserções, recuperando postagens, vídeos e declarações do concorrente.

André contra-ataca, nas redes e judicialmente. Em disputa estão o voto de uma parcela do eleitorado evangélico e dos bolsonaristas. Caso o segundo turno tenha um dos dois candidatos, é cedo para dizer se o derrotado fará o que era esperado de qualquer um deles no começo do ano: declarar aliança, subir no palanque e impulsionar o projeto dos partidos de direita de chegar ao poder na Capital.