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Comitê Científico de Mudanças Climáticas é criado pelo Consórcio Nordeste

Cada estado do Nordeste terá dois representantes e estudiosos para elaborar propostas que possam amenizar a crise climática
Foto: Divulgação/Governo do Ceará

Foi instaurado pela Assembleia Geral do Consórcio Nordeste nesta terça-feira, 31 de janeiro, o Comitê Científico de Mudanças Climáticas. Na ocasião, estavam presentes governadores e governadoras do Nordeste, como a vice-chefe do Executivo estadual do Ceará, Jade Romero (MDB), representando o governador Elmano de Freitas (PT), ainda afastado por questões de saúde. Na oportunidade, as autoridades discutiram pautas relevantes para a região, incluindo a criação do Comitê. O debate se estendeu após a cerimônia de posse da governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, como presidente do Consórcio Nordeste.

Tendo em vista “o atual estado climático”, que vem se intensificando e gerando preocupação para este ano, a ideia do Comitê é adotar medidas que possam amenizar os efeitos das mudanças. Com prognóstico de chuvas abaixo da média no Ceará, com 45% de chances de chuva abaixo da média, 40% de probabilidade para a categoria em torno da normalidade e 15% para acima dela, a gestão cearense também participou na reunião que definiu o Comitê como uma iniciativa fundamental.

A vice-governadora Jade Romero destacou que o assunto é “de extrema importância para o Ceará e toda a região. Como em outros temas, o Nordeste está pensando à frente e montando um Comitê que vai estudar a questão climática, mas também vai apontar soluções”.

COMO VAI FUNCIONAR

A proposta é que existam dois especialistas de cada estado e dois da secretaria-executiva do Consórcio, totalizando 20 pessoas no Comitê. Os representantes irão estudar e indicar ações concretas de combate à seca na região, proporcionando assessoramento em diferentes áreas, incluindo o de gestão de meio ambiente, planejamento urbano, agricultura e transição econômica e energética. A gestão estipulou que as primeiras propostas do comitê serão encaminhadas ao Consórcio até março, quando todos os integrantes já terão sido escolhidos e o Comitê Científico já tenha iniciado sua atuação.

Além da discussão, outros assuntos foram abordados pelos governantes, como o monitoramento das obras que serão apresentadas no Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), que tem R$ 700 bilhões previstos em investimentos para a região Nordeste. O andamento das aprovação do decreto sobre o Fundo Caatinga e os desdobramentos para o nordeste e a preservação da biodiversidade.

Em seu pronunciamento, Fátima Bezerra, presidente empossada Consórcio, destacou duas prioridades: que a gestão estadual que envolva diretamente nas discussões sobre o Plano Nacional de Educação que será, ainda neste ano, encaminhado para votação na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. A outra questão levantada foi a elaboração e a troca de experiência de planos eficazes para a Segurança Pública entre os estados nordestinos.