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Elmano fala pela primeira vez sobre crise no PDT: “temos que respeitar os processos partidários”

O governador do Ceará falou sobre declarações de Ciro Gomes, solidariedade a Cid e opinião do Estado sobre crise interna do PDT
Foto: José Wagner/Casa Civil/Governo do Ceará

A crise do PDT no Ceará segue sendo pauta no meio político. Elmano de Freitas (PT), governador do Ceará, falou pela primeira vez sobre o assunto, durante agenda em Brasília nesta quinta-feira (9). O Estado foi envolvido desde o início das eleições, que foi quando o racha entre PT e PDT foi decretado, até a última declaração feita por Ciro Gomes, ao insinuar que o Governo do Ceará recebe propina.

Para Elmano, ele prefere aguardar a interpelação judicial. Quer ouvir o que o ex-governador tem a dizer, mas que, de antemão, considerou com uma “frase de efeito de quem quer atacar um adversário” e deseja que ele indique, para que se for verdade, haja uma investigação.

“Vamos aguardar o que ele tem a dizer na interpelação judicial. Entendo que efetivamente eu tinha que fazer a interpelação se ele tem alguma denúncia. O que vi foi uma frase de efeito dizendo que toda obra e todo serviço teria algo de desvio. Quero saber qual é, para poder fazer a investigação e acho que deve ser apresentado aos órgãos. Sou o primeiro interessado a apurar tudo que tenha. Espero que ele possa efetivamente apresentar indícios e para não parecer apenas uma frase de efeito de quem quer atacar um adversário”, explicou.

Ao ser questionado sobre as mais de 20 solicitações de cartas de anuência do grupo apoiado por Cid, o petista afirmou que para o Estado não há mudanças. “Do ponto de vista do Governo do Estado, os três deputados que ficariam no PDT e são da oposição continuarão na oposição. Os 10 deputados que poderão sair do PDT são da base e continuarão na base. Nesse aspecto, eu não vejo diferença”, explicou.

Elmano reforçou solidariedade a tudo que envolve o nome de Cid Gomes. “Lamento muito o processo ocorrido, especialmente com uma figura tão importante como liderança política, o senador Cid Gomes, que tem minha solidariedade”, disse o governador.

Entretanto, o governador enfatizou que os processos partidários precisam ser respeitados e que não cabe a ele, como chefe do Estado, opinar sobre assuntos internos dos partidos. “Mas, efetivamente, do ponto de vista do Governo do Estado, acho que temos que garantir autonomia da vida partidária. Acho que não me cabe, como governador, adentrar nas questões de internas dos partidos. Cabe respeitar os processos e me relacionar de maneira positiva com todos, aqueles que apoiam o governo e dialogar com a oposição. Dialogamos com toda a Assembleia. Agora, efetivamente tem que respeitar os processos partidários”, finalizou Elmano.