A Câmara Municipal de Pacajus, na Grande Fortaleza, decidiu cassar os mandatos do prefeito de Pacajus, Bruno Figueiredo (PDT), e do vice-prefeito Francisco Fagner (União Brasil), nesta quinta-feira, 21, pela suposta prática de nepotismo. O placar foi de 10 votos favoráveis e nenhum contrário pela cassação. Assumiu a gestão municipal, também nesta quinta, o presidente da Casa, vereador Tó da Guiomar (União Brasil), como prefeito interino enquanto não é realizada uma eleição indireta na Casa.
“Quero dizer que a população pode ter calma, Pacajus não vai parar e nenhuma obra será paralisada. Quero dizer aos funcionários, efetivos e contratados, que não vamos fazer nenhuma mudança drástica, até porque estamos interinamente. Quero dar segurança que o que está acontecendo vai continuar e o que não está vai voltar a acontecer, com qualidade”, disse o prefeito interino.
Com a ida do vereador para a Prefeitura, a 1º vice-presidente da Casa, vereadora Cristina Rocha (União Brasil), assumiu a presidência da Câmara.
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Bruno Figueiredo ainda não se pronunciou oficialmente após a decisão. Em evento nesta quarta-feira, 20, no entanto, fez um discurso falando das “dificuldades” enfrentadas pela cidade. “Não vou desistir [de Pacajus]. Não existe nada melhor do que aprender. A cidade vai aprender, os políticos vão aprender e vamos dar melhores passes. Eu só desisto de Pacajus quando Deus me levar”, destacou.
INVESTIGAÇÃO
A Casa criou uma Comissão Processante para apurar denúncia de que cargos comissionados da Prefeitura estariam sendo utilizados para empregar parentes dos gestores afastados. Uma sobrinha e a nora do prefeito teriam sido nomeadas durante a gestão. Também são investigadas duas irmãs e um irmão do vice-prefeito. Durante a sessão desta quinta, a defesa do prefeito e do vice alegou que a gestão corrigiu a infração cometida ao exonerar os parentes do cargo. Com isso, deverá ser feita, em até 30 dias, uma eleição indireta, na Câmara, como pede a legislação.
