“O PDT é o partido com que temos mais alianças, e o partido contra quem mais disputamos. Agora, vamos nos esforçar para ampliar os acordos“, declarou nesta terça-feira, 15, o presidente estadual do PSD, Domingos Filho. O líder político da região Centro-Sul classificou o encontro com o senador Cid Gomes e deputados do PDT como “extraordinário”, referindo-se à reunião em que recebeu a Executiva do partido em sua casa, após uma cirurgia de vesícula.
Domingos Filho garantiu que fará esforço para sair junto com a base aliada em municípios como Juazeiro do Norte, Crateús, Tauá, Iguatu e Fortaleza, “apesar de não ter tratado do tema com Cid”. Em 2022, Domingos foi candidato a vice-governador na chapa de Roberto Cláudio, que perdeu as eleições para Elmano.
“A relação entre PDT/PT e PSD sempre viveu altos e baixos, mesmo com todo o esforço do Cid, que era governador quando o PSB lançou Patrícia Gomes como candidata, mas ele votou em Luizianne [Lins, do PT]. Em 2012, na sucessão da Luizianne, veio o rompimento e houve a disputa PT/PDT. Na reeleição do Roberto Cláudio [à para prefeito de Fortaleza], o então governador Camilo [Santana] tentou uma aliança, que não deu certo no primeiro turno, mas aconteceu no segundo turno”, disse Domingos.
“Em 2020, lançou o Sarto e não houve acordo com Luizianne. Sarto venceu, e o PT não apoiou nem mesmo no segundo turno.”
Domingos Filho resume assim o passado político em Fortaleza. O cenário em 2024 será liderado pelo governador Elmano de Freitas, do PT, e, claro, com o senador eleito em 2022 e atual ministro da Educação, Camilo Santana, ao lado, nas decisões
Domingos Filho, que está colocando o PSD no governo Elmano, tem mantido diálogo com o presidente do PT, com Camilo e Elmano. “Estamos avançando e tudo dará certo”, resumiu Domingos, voltando a declarar que o convite para o deputado federal Célio Studart assumir a pasta de Proteção Animal poderá selar o entendimento. A demora para nomear Célio Studart se faz por conta da estrutura necessária. O Governo está adquirindo mobiliário para equipar salas para receber ocupantes de novas secretarias.
