O senador cearense Eduardo Girão (Novo) visitou, neste domingo, 7, o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública do governo de Jair Bolsonaro (PL), e ex-secretário de Segurança do Distrito Federal, Anderson Torres, que está preso no 4º Batalhão da Polícia Militar do DF. Girão foi acompanhado de mais dois senadores, Izalci Lucas (PSDB) e Jaime Bagattoli (PL), e compartilhou o momento em suas redes sociais.
Em entrevista concedida logo após a visita e publicada em suas redes sociais, Girão criticou o processo de Torres e afirmou que “jamais esperava ver o Brasil passar novamente a uma situação que tivéssemos presos políticos. Isso é inadmissível que não se observe o devido processo legal no país”. Sem citar nomes, o senador disse que o incômodo vem sendo sentido inclusive entre parlamentares da base governista.
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Ainda conforme o senador cearense, “ninguém está pedindo aqui clemência, compaixão”. “A gente está pedindo que seja observada a lei do país. Nós iremos trabalhar no limite das nossas forças, seja aqui no Brasil ou fora para denunciar o que está acontecendo no Brasil, nesses tempos atuais”.
Na última sexta-feira, 5, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre Torres decidiu manter Anderson Torres preso, no entanto, permitiu a visita de 38 senadores aos finais de semana em datas previamente agendadas. Flávio Bolsonaro (PL) e Marcos do Val (Podemos) foram impedidos pelo ministro, que alegou que ambos têm suposta ligação com os fatos apurado no inquérito.
Torres depõe nesta segunda-feira, 8, à Polícia Federal (PF), em Brasília. O interrogatório ocorre no âmbito do inquérito que apura a suspeita de que, durante as eleições de 2022, parte da Polícia Rodoviária Federal (PRF) atuou para dificultar o acesso às urnas por eleitores de regiões onde o então candidato da oposição, Luiz Inácio Lula da Silva, tinha vencido o primeiro turno.
