Horas após protocolar o requerimento para criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa do Ceará, o deputado estadual Fernando Santana (PT), vice-presidente da Casa, anunciou que se licenciaria do cargo pelo prazo de 120 dias, a pedido do partido, para haver uma espécie de revezamento dentro do bloco liderado pelo PT, conforme apurou o OPINIÃO CE. Assume a cadeira na Alece o vereador de Fortaleza, Guilherme Sampaio (PT), suplente na federação PT, PCdoB e PV, nesta quinta-feira, 2.
Mesmo com a licença, o parlamentar deve acompanhar os trabalhos relacionados à CPI da Enel – caso seja instalada. “Minha licença em nada vai atrapalhar a minha condução do trabalho. Só não estarei aqui, no Plenário da Casa, como parlamentar”, afirmou, em coletiva, nesta terça-feira, 28.
Em pronunciamento na Câmara Municipal de Fortaleza nesta quarta-feira, 1º, Guilherme Sampaio agradeceu “pelo reconhecimento aos 36.063 que confiaram o seu voto à minha possibilidade de trabalhar e fazer defesa às causas que dão sentindo a minha militância política”. Ele deve tomar posse no cargo em sessão nesta quinta-feira, 2. Na legislatura passada, o vereador também havia ficado na suplência como deputado. A vaga de vereância na CMFor será ocupada pela professor Adriana Almeida (PT).
“Espero na Assembleia fortalecer o debate sobre as políticas que estão sendo propostas pelo governo estadual nessa nova quadra”, acrescentou o parlamentar. Pelas redes sociais, Fernando Santana desejou sucesso ao correligionário. “Defender o interesse e o direito do povo. Já faz na Câmara de Fortaleza e vai fazer pelo Ceará todo”, disse o vice-presidente da Casa.
CPI DA ENEL
Na manhã desta terça-feira, Fernando Santana protocolou o requerimento para abertura da CPI da Enel. O documento conseguiu as 46 assinaturas dos parlamentares e seguirá o trâmite legal da Alece para a criação da comissão parlamentar. “Agora, eu vou lutar para que a CPI seja realmente instalada e a gente possa investigar essa empresa. Se ela quiser se mudar do estado do Ceará, ela que se mude. Mas nós vamos investigar e vamos buscar, dentro da legalidade, que ela melhore a condição de muita gente que ela prejudicou durante todos esses anos”, afirmou o parlamentar.
Sem entrar em detalhes, o petista revelou que chegou a receber ‘mensagens em tom de ameaça’. “Recebi dois telefonemas, que eu, claro, vou preservar as pessoas, pedindo para eu ‘tomar cuidado’. Que é uma empresa muito grande, que os interesses eram maiores do que a empresa. Eu senti como ameaçador”, afirmou. A instalação da CPI dependerá de decisão da Mesa Diretora da Casa.
