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Negros, indígenas, covid e cirurgias estão nas prioridades da Saúde, diz Nísia Trindade

Em coletiva após sua primeira reunião no Planalto com Lula como ministra da Saúde, Nísia Trindade falou também sobre possível ampliação da Farmácia Popular, reestruturação da vacinação no país e da retomada do Mais Médicos
Foto Kelly Hekally/De Brasília

Em coletiva realizada após sua primeira reunião no Palácio do Planalto com o presidente Lula (PT), nesta terça-feira, 26, Nísia Trindade elencou elaboração emergencial de ações para reduções de filas para cirurgias; alinhamento federativo com secretarias de saúde de municípios e estados; vacinação contra a covid-19 e doenças infantis; e saúde de indígenas e negros como ações prioritárias de sua gestão à frente do Ministério da Saúde.

Primeira mulher titular da pasta e ex-presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Nísia Trindade afirmou que está agendada para o próximo dia 26 uma reunião com secretários municipais e estaduais da área, a fim de que sugestões sejam recepcionadas e repassadas a Lula, que tem seu segundo encontro no Planalto com governadores programados para o próximo dia 27.

“Estamos definindo ações prioritárias em diferente campos e que vão requerer atenção especial de todo governo. É preciso também recuperar a relação com a comunidade científica para dar início em fevereiro à campanha de vacinação [contra covid]. Adquirimos doses do Instituto Butantan e da Pfizer, mas precisamos rever a estratégia para vacinação.”

Sem data, a ministra disse que a vacinação contra a covid-19 vai passar ao calendário regular, que existe uma “grande tarefa de recuperar as altas coberturas vacinais com foco nas vacinas da infância” e que será retomado o programa Farmácia Popular, com possibilidade de ampliação para outros remédios.

Nísia Trindade demonstrou tranquilidade com relação à relação com o Congresso Nacional, que abriga pautas delicadas como aborto e Estatuto do Nascituro, e pontou que tem recebido parlamentares da base e da oposição nos últimos dias. A gestora falou também sobre a retomada do programa Mais Médicos, extinto no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). (De Brasília)