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Réu por improbidade, diretor-geral da PRF é dispensado do cargo

Silvinei Vasques é investigado por pedir votos para Jair Bolsonaro durante campanhas eleitorais, e por suposta omissão durante o bloqueio das estradas federais após as eleições
Foto: Marcelo Camargo

Nesta terça-feira, 20, o diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, foi exonerado pelo presidente Jair Bolsonaro. A exoneração, assinada pelo ministro Ciro Nogueira, chefe da Casa Civil da Presidência da República, foi publicada na edição de hoje do Diário Oficial da União por meio da portaria de dispensa.

Acusado de fazer campanha para Bolsonaro durante a disputa presidencial deste ano, Vasques virou réu por improbidade administrativa em novembro. Nesse cenário, o Ministério Público Federal (MPF) pediu o afastamento imediato de Silvinei Vasques do cargo.

Vasques também é investigado pela Polícia Federal por suposta omissão para impedir os bloqueios nas estradas federais após as eleições e demora para agir na dissolução das manifestações. Além disso, o ex-diretor-geral teria montado barreiras durante a votação do segundo turno, especialmente em rodovias do Nordeste, para abordar ônibus com eleitores, descumprindo decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 

Diretores da Polícia Rodoviária Federal negaram falta de ação do órgão para impedir que manifestantes insatisfeitos com a derrota eleitoral de Bolsonaro interditassem o tráfego de veículos em trechos de algumas das principais rodovias federais do país. As informações são da Agência Brasil.