As atividades do governo de transição no Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB) chegaram nesta última terça-feira, 13, ao fim, com o anúncio de novos nomes que compõem a partir de 2023 titularidades em ministérios e espaço na gestão Lula (PT) e Geraldo Alckmin (PSB): Margareth Menezes, no Ministério da Cultura; Aloísio Merdacante (PT), na Presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES); e Gabriel Galípolo, secretário-executivo de Fernando Haddad (PT) no Ministério da Fazenda.
IZOLDA CELA X REGINALDO LOPES
Há expectativa de que nos próximos dias Lula indique os demais ministros. O total de pastas federais deve chegar a 34, afirmou à reportagem – durante a cerimônia de diplomação de Lula e Alckmin, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) – o líder do PT na Câmara dos Deputados, Reginaldo Lopes, mesmo deputado federal que disputa amplamente o Ministério da Educação com a governadora do Ceará, Izolda Cela (sem partido). O parlamentar afirmou ainda que havia uma reunião marcada na segunda-feira, 12, às 11 horas, entre Lula e Camilo Santana (PT) para discutir “quantos ministérios o Ceará terá.” A assessoria de imprensa de Lula confirmou que o encontro aconteceu.
Na semana passada, conforme apontado pelo OPINIÃO CE, o setorial da área no partido optou por lançar nome próprio para o posto, ao que foi escolhido Reginaldo Lopes, que já exerceu a docência. Até a noite de ontem, não havia convite formal a Izolda.
Também na cerimônia, a reportagem conversou com nomes do Ceará e nacionais da sigla. As declarações todas convergiram para o fato de que, embora haja indicações, a decisão e a preferência são de Lula, no quesito escolhas ministeriais. À governadora Izolda Cela, favorece a trajetória técnica na área, bem como o peso da cota feminina dentro da gestão do petista, que indicou que terá um governo majoritariamente de mulheres.
Até ontem, a única oficializada havia sido Margareth Menezes. Outra fortemente cotada, para assumir a pasta ligada ao Bolsa Família, Simone Tebet “entra na cota do acordo com o MBD”, afirmaram fontes do PT.
A declaração significa que Lula, apontam os ouvidos, não vai entregar “cargo a nomes, e sim a siglas que fizeram parte, nas Eleições 2022, da chamada ampla aliança pela democracia.” Assim, portanto, uma eventual indicação de Simone Tebet viria do partido e não de Lula.
Líder do MDB na Câmara, Isnaldo Bulhões afirmou, na mesma cerimônia, à reportagem, que o nome da senadora é consenso entre a maioria dos correligionários, sobretudo pelo trabalho que a parlamentar “realizou no período eleitoral, como candidata e apoiadora da candidatura do PT-PSB.”
Ex-presidente do Senado, Renan Calheiros disse que as discussões sobre o assunto estão ocorrendo e que não há ainda como falar como a decisão será encaminhada. Todos os ministros escolhidos vão tomar posse no próximo dia 1º, em cerimônia na Palácio do Planalto, no mesmo dia em que tomam posse Lula e Alckmin, como presidente e vice, respectivamente.
*Colaborou a repórter Maria Eduarda Pessoa
