O presidente eleito Lula (PT), que assume no próximo dia 1º a Presidência da República pela terceira vez, marcou para esta sexta-feira, 8, às 10h15, no Centro Cultural do Banco do Nordeste (CCBB), em Brasília, uma coletiva de imprensa. Para o encontro com jornalistas, a expectativa é de que o petista anuncie nomes de ministros de seu governo. Anteriormente, Lula havia afirmado que só tornaria pública a lista após sua diplomação, que acontece na próxima segunda-feira, 12, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Fernando Haddad (PT), José Múcio Monteiro e Marina Silva (Rede) são três nomes que devem ser oficializados logo mais, para o Ministério da Fazenda, Ministério da Defesa e Ministério do Meio Ambiente, respectivamente. Para o Ministério da Defesa, o nome do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, também vice-presidente do TSE, chegou a ser articulado, mas os diálogos não avançaram.
Também são cotados Rui Costa (PT), na Casa Civil, e Flávio Dino (PSB), na Justiça.
PASTA DA EDUCAÇÃO
O nome da governadora do Ceará, Izolda Cela (sem partido), é um dos avaliados para a titularidade do Ministério da Educação. Um embróglio, porém, pode atrapalhar uma eventual nomeação, após uma ala interna do PT, na área temática, ter decidido lançar nome próprio para a pasta, o de Reginaldo Lopes, deputado federal reeleito e líder do partido na Câmara.
Segundo fontes da sigla na Casa, apurou o OPINIÃO CE, o setorial de educação entendeu que o controle da área, a nível federal, deveria ser do PT, fazendo com que um candidato correligionário tivesse seu nome exposto. A escolha, contudo, vai depender exclusivamente de Lula, afirmou uma das fontes.
“Lula é lulista. As decisões dele são acolhidas pelo partido. As negociações caminham diante dos diálogos realizados no período eleitoral”, afirmou um das fontes. Até o fechamento deste conteúdo, não havia convite forma a Izolda Cela para ocupar o posto.
Outro nome cogitado para ocupar espaço na Administração Federal é o do senador eleito Camilo Santana (PT) – o petista iria para o Desenvolvimento Regional. Há contudo a avaliação da cúpula da sigla de que é necessário estabelecer o fortalecimento do partido dentro do Senado, cuja configuração mudará radicalmente ano que vem, quando PL e União Brasil passam a ser as duas maiores legendas da Casa, espaços ocupados por MDB e PSD.
Há ainda a saída do atual líder do PT no Senado, Paulo Rocha, aumentando a importância de uma bancada precise ser robusta no local.
