Senador eleito, Camilo Santana (PT) é mais um dos nomes cearenses indicados para a equipe do governo de transição Bolsonaro-Lula – o futuro parlamentar vai integrar a área de Desenvolvimento Regional. A informação foi divulgada nesta terça-feira, 15.
Também estão no grupo o governador do Pará, Helder Barbalho (MDB); o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP); o presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, Otto Alencar (PSD-BA); a socióloga Tânia Barcelar; e a economista Esther Bermerguy de Albuquerque.
O ex-governador do Ceará passa então a ocupar uma lista que soma mais quatro nomes no grupo: os de Veveu Arruda, ex-prefeito de Sobral e marido da governadora Izolda Cela (sem partido); José Pimentel (PT), ex-senador; a jornalista e professora do curso de Publicidade e Propaganda da Universidade Federal do Ceará (UFC), Helena Martins; e o integrante do diretório estadual do PT do Ceará, Rubens Linhares Mendonça Lopes, o Rubinho.
Outra movimentação a ser realizada nesta quarta-feira, 16, pela transição é uma reunião entre Geraldo Alckmin (PSB), vice-presidente eleito, e o ministro Bruno Dantas, presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), em Brasília. A agenda está marcada para as 16h30, no Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB).
No encontro, Dantas deve entregar um documento no qual são apresentadas as áreas da Administração Pública Federal em que o TCU identificou riscos que podem comprometer tanto a qualidade dos serviços ofertados pelo governo quanto a eficácia das políticas públicas. Às 11 horas, também no CCBB, Alckmin anuncia novos nomes para a transição.
PEC DA TRANSIÇÃO
Ao OPINIÃO CE, o também senador eleito Wellington Dias (PT) – questionado sobre a Proposta de Emenda Constitucional da Transição (PEC da Transição) – afirmou na noite desta terça que será apresentada nesta quarta “a proposta fruto do diálogo entre Senado, Camara e equipe da transição” e acrescentou que espera “poder resultar no texto para coleta de assinaturas.”
O ex-governador do Piauí vai cumprir agenda no Congresso Nacional. O horário, até as 20 horas, pelo menos, não estava definido. A proposição começará a tramitar pelo Senado, dada a urgência para o novo governo em aprová-la – como o número de parlamentares na Casa é menor com relação ao da Câmara, as exigências para protocolar e aprovar um PEC acabam sendo menores em termos de quórum.
A proposta vai iniciar seu rito pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), disse Rodrigo Pacheco (PSD), presidente do Senado, na semana passada. A PEC da Transição deve ter um valor total de R$ 175 bilhões a fim de cumprir a promessa de manter o Auxílio Brasil, que vai passar a se chamar Bolsa Família novamente, em R$ 600 e destinar um valor de R$ 150 adicional individual para famílias com filhos, atendendo a critérios etários.
