O advogado indígena e atual coordenador geral da Federação dos Povos e Organizações Indígenas do Ceará (Fepoince), Weibe Tapeba (PT), é um dos indicados para assumir a nova pasta do Ministério dos Povos Originários no governo do presidente eleito Luís Inácio Lula da Silva (PT). A informação foi divulgada inicialmente pelo colunista do O Povo, Eliomar de Lima, e confirmada pelo OPINIÃO CE junto à liderança, na tarde desta quarta-feira, 9.
“Meu nome está colocado. Quem vai decidir será a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB). Por enquanto, nosso nome está cotado”, disse Weibe.
A sondagem aconteceu no último Fórum das Lideranças Indígenas, realizado pela Apib, ocorrido na semana passada, em Brasília. A entidade é composta por sete instituições, das quais cinco apontaram o nome do cearense e levaram a proposta para discussão em suas regiões. “Feliz pelo reconhecimento, mas ciente de que essa missão será uma indicação da nossa organização máxima de representação do movimento indígena brasileiro @apiboficial”, escreveu Weibe em suas redes sociais.
“Seguimos a disposição dos povos indígenas do Brasil com a missão de reconstruir a política indigenista brasileira e ajudar o nosso presidente Lula a governar esse país”.
Nesta terça-feira, 8, o gabinete de transição de Lula confirmou a criação do Ministério dos Povos Originários. “Isso representa mais um passo para a reconstrução da agenda indígena no Estado Brasileiro e fortalecimento d
Ços direitos dos povos indígenas que foram atacados no mandato de Jair Bolsonaro“, destaca nota oficial da Apib. “Vamos continuar lutando para que o movimento social indígena continue sendo ouvido e respeitado na recuperação do Brasil!”
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Portaria da Equipe de Transição liderada pelo vice eleito, Geraldo Alckmin (PSB), prevê que cada grupo temático seja formado por até quatro integrantes, um assessor administrativo e até quinze membros voluntários. Neste cenário, segundo o portal Terra, a recém-eleita deputada federal Sônia Guajajara (Psol) também tem sido citada como possível nome para integrar o grupo ou assumir o ministério, caso seja aprovado. Outro nome cogitado para o ministério é Beto Marubo, membro da Organização União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (UNIVAJA).
