Menu

Ainda sem reconhecer derrota, Bolsonaro recebe chefes da Defesa e da Aeronáutica

O assunto debatido teria sido segurança pública
Os depoimentos estão previstos para esta sexta-feira (30). Foto: Agência Brasil

Mais de 40h após o resultado das urnas que deram a vitória a Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o presidente Jair Bolsonaro (PL) ainda não se posicionou publicamente sobre a derrota. Nesta terça-feira, 1º, o mandatário se reuniu com o ministro da Defesa, general Paulo Sérgio de Oliveira, e o comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro do ar Carlos de Almeida Baptista Junior. O assunto debatido teria sido segurança pública.

As informações são do portal UOL. Segundo a Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom), ainda não existe nenhuma previsão de Bolsonaro falar à população.

A falta de posicionamento se dá em meio a uma série de protestos de caminhoneiros que fecharam estradas em 25 estados e no Distrito Federal. Nesta terça-feira, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Alexandre de Moraes, reforçou em despacho a autorização ao uso de tropas da Polícia Militar pelos governadores de Estados para dar início à “imediata desobstrução de todas as vias públicas que ilicitamente estejam com seu trânsito interrompido”. A decisão leva em consideração a escalada de tensão no País.

“As Polícias Militares dos Estados possuem plenas atribuições constitucionais e legais para atuar em face desses ilícitos, independentemente do lugar em que ocorram, seja em espaços públicos e rodovias federais, estaduais ou municipais, com a adoção das medidas necessárias e suficientes, a critério das autoridades responsáveis dos Poderes Executivos Estaduais”, escreveu o ministro.

Moraes chamou as paralisações realizadas em todo o País de “movimento ilegal” e reforçou a autorização dada aos governadores para que adotem todas as medidas necessárias e “suficientes” para dar fim a essas manifestações. No despacho, o ministro escreveu que as informações disponíveis até o momento demonstram a existência de “risco à segurança pública em todo o território nacional”, inclusive por meio de crimes contra as “instituições democráticas”.

Deixe um comentário