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Lula no JN: petista brinca ao lembrar que disputava governo com Alckmin, seu atual vice, na última vez que esteve no programa

“Bom dia. Hoje serei entrevistado como candidato no Jornal Nacional. A última vez foi na eleição de 2006, quando meu adversário era… o @geraldoalckmin", escreveu o candidato
Foto: Ricardo Stuckert/Divulgação

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) será entrevistado por William Bonner e Renata Vasconcellos nesta quinta-feira, 25, no Jornal Nacional, da Rede Globo.  A última vez que o petista esteve no programa foi em 2006,  quando concorria à reeleição para a Presidência.

Na época, além de outros candidatos, o petista enfrentava Geraldo Alckmin na corrida pelo Palácio do Planalto. Os dois chegaram ao segundo turno e o petista saiu vitorioso.

Nesta quinta, o ex-presidente lembrou do fato nas redes sociais. Atualmente, o ex-governador de São Paulo é o vice na chapa encabeçada pelo petista.

“Bom dia. Hoje serei entrevistado como candidato no Jornal Nacional. A última vez foi na eleição de 2006, quando meu adversário era… o @geraldoalckmin”, brincou o candidato.

A polarização entre partidos hoje protagonizada por Lula e o presidente Jair Bolsonaro (PL) já foi protagonizada pelo PT e o PSDB de Alckmin.

Para a disputa de 2022, Alckmin deixou o PSDB e se filiou ao PSB para assumir a disputa ao lado de Lula. Nesta noite, o candidato a vice, deve acompanhar o petista nos bastidores do programa.

Além do ex-tucano, Lula também enfrentou Cristovam Buarque (PDT), Ana Maria Rangel (PRP), Heloísa Helena (Psol), José Maria Eymael (PSDC, atual DC), Luciano Bivar (PSL, atual União Brasil) e Rui Costa Pimenta (PCO).

O petista conseguiu a vitória no segundo turno, com 60,83% dos votos válidos, contra 339,17% recebidos por Alckmin.

Lula e Bonner

Em outra publicação feita nesta quinta-feira, Lula lembrou a pergunta de Bonner de 2002, no ano em que foi eleito pela primeira vez, quando o âncora questionou se o petista não considerava “arriscado” o desafio de assumir a presidência da República sem ter tido uma experiência administrativa anterior.

“Em 2002, essa foi a primeira pergunta de William Bonner para Lula. #LulaNoJN #EquipeLula”, escreveu o petista, replicando uma publicação do perfil Recortes Lula (@recorteslula).

Veja a publicação:

 

Na época, William Bonner e Fátima Bernardes dividiam a bancada. Atualmente, Renata Vasconcellos substitui Fátima.

A relação do ex-presidente com o Jornal Nacional não é das melhores. Desde a última vez em que passou pelo programa, Lula foi acusado na Operação Lava Jato e ficou preso por mais de 500 dias, entre 2018 e 2019.

Nos discursos dele, o petista tem repetido que o programa usou mais de 100 horas para chamá-lo de “ladrão”.

Para esta quinta, segundo informações do UOL, a maior preocupação da equipe do petista é a reação dele caso Bonner aja com “deboche” durante a entrevista. Aliados de Lula afirmam que ele está preparado para responder a questões relacionadas à corrupção e a Lava Jato, indicando que os processos dele foram anulados pela percepção de parcialidade do ex-juiz Sergio Moro.

Além disso, Lula deve focar na economia dos anos petistas, fazendo uma comparação com o governo de Bolsonaro e destacando programas bem sucedidos das gestões dele e de Dilma Rousseff (PT), como o Bolsa Família e Minha Casa, Minha Vida.

No entanto, a preocupação da equipe é como Lula poderá reagir caso os âncoras demonstrem com ele o mesmo tom de deboche que mantiveram com Bolsonaro, na entrevista de segunda, 22.

Sabatina às 20h20

As entrevistas deste ano têm duração de 40 minutos. A sabatina está marcada para às 20h30 desta quinta-feira. Lula é o terceiro entrevistado. Na sexta-feira, 26, será a vez de Simone Tebet (MDB). A ordem das entrevistas foi definida por sorteio, considerando os melhores colocados nas pesquisas de intenção de votos.

 

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