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14 de julho de 2024

Pior surto de Covid na China confina 17 milhões e testa política de tolerância zero

Foto: Pixabay

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Enquanto parte do planeta elimina as restrições para conter a Covid-19, depois de surtos devastadores que mataram mais de 6 milhões de pessoas, a China tem apertado mais o cerco contra o coronavírus enquanto enfrenta a pior onda da doença em dois anos.

Só neste domingo, 13, foram registrados oficialmente 3.939 novos casos de infecção pela doença. O número seria considerado um sucesso em qualquer país do Ocidente, mas acende os alarmes na China, que desde o início da pandemia adotou a política de Covid zero, segundo a qual nenhum nível de contaminação é aceitável.

O temor é que, sem controle, aconteça uma situação similar à da Coreia do Sul, também considerada um exemplo bem-sucedido de contenção da doença, mas que viu o número de contaminações disparar e atingir média diária de mais de 300 mil casos –muito acima do registrado no Brasil, por exemplo.

Com o avanço da variante ômicron, porém, surtos têm sido registrados em diferentes partes da China, e o isolamento de alguns dos principais centros financeiros da segunda maior economia do mundo, como Xangai e Shenzhen, tem levantado dúvidas sobre a sustentabilidade da política de tolerância zero. A cidade de Xangai, de 25 milhões de pessoas, ainda não entrou em lockdown completo, mas alguns bairros foram isolados, bem como escolas e equipamentos culturais.

O receio em Xangai é que ocorra o mesmo que aconteceu em Shenzhen, centro econômico e polo tecnológico no sul do país, com 17 milhões de habitantes, que depois de dias confinando bairros pontuais finalmente entrou em lockdown completo neste domingo, após identificar 66 casos sintomáticos.

Folha Press

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