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PF investiga Bolsonaro e determina que ele entregue seu passaporte em até 24 horas

Bolsonaro é um dos alvos da operação que investiga o crime contra o Estado Democrático de Direito. Foto: Agência Brasil/Valter Campanato

A Polícia Federal (PF) deflagrou a operação Tempus Veritatis, nesta quinta-feira (8), na casa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. A PF investiga a organização criminosa que atuou diretamente na tentativa de “golpe de Estado” para manter o ex-presidente no poder, após as eleições de 2022, a qual Bolsonaro foi derrotado no segundo turno.

Durante a operação, a PF determinou que o ex-presidente entregasse o seu passaporte em um prazo de até 24 horas, devido o documento não ser localizado na residência. Além disso, os policiais apreenderam o celular de um de seus assessores, Tercio Arnaud Tomaz. Para a jornalista Mônica Bergamo, do jornal Folha de São Paulo, Bolsonaro afirmou que, mesmo tendo saído do governo, continua “sofrendo uma perseguição implacável”.

OPERAÇÃO TEMPUS VERITATIS

A operação Tempus Veritatis busca investigar a organização criminosa que atuou na tentativa de golpe contra o Estado Democrático de Direito, após as eleições presidenciais de 2022. Ao todo, estão sendo cumpridos 33 mandados de busca e apreensão e quatro mandados de prisão preventiva

As medidas judiciais estão sendo cumpridas no Ceará, Rio de Janeiro, Amazonas, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo, Paraná e Goiás, além do Distrito Federal. Os mandados foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e alguns são acompanhados pelo Exército Brasileiro.

De acordo com a Polícia Federal, os grupos foram responsáveis por disseminar a suposta fraude do processo eleitoral de 2022. “As apurações apontam que o grupo investigado se dividiu em núcleos de atuação para disseminar a ocorrência de fraude nas eleições presidenciais de 2022, antes mesmo da realização do pleito, de modo a viabilizar e legitimar uma intervenção militar, em dinâmica de milícia digital”, afirmou o órgão.

Os investigados podem ser indiciados pelos crimes de organização criminosa, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado.