A Polícia Federal (PF) intimou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a depor sobre o caso de empresários que discutiram golpe de Estado pelo WhatsApp. Por meio de conversa de um dos empresários, foi encontrada uma mensagem de um suposto número de Bolsonaro, em que acusa o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), de mentir sobre o processo eleitoral. Ex-presidente foi internado na manhã desta quarta-feira, 23, segundo o seu advogado, para exames de rotina. O depoimento é esperado para o dia 31 deste mês.
Na manhã desta quarta, o ex-presidente foi internado no Hospital Vila Nova Star, em São Paulo-SP, segundo o seu advogado, Fábio Wajngarten, para exames de rotina. O ex-chefe de Estado deve ter alta nesta quinta-feira, 24. As informações são do G1.
No texto encontrado no celular do empresário Meyer Joseph Nigri, fundador da Tecnisa, um número salvo como “Pr Bolsonaro 8” acusa o ministro Luís Roberto Barroso de mentir sobre o processo eleitoral. A mensagem ainda cita a defesa do voto eletrônico como “interferência”, atacando o uso de urnas e pesquisas. Ao final, o texto possui a frase “REPASSE AO MÁXIMO”, em caixa alta. A defesa de Bolsonaro quer ter acesso aos autos da investigação antes de ele ser ouvido
Além de Nigri, Luciano Hang, fundador e dono da Havan, também é investigado. Nesta segunda, 21, o presidente do STF, Alexandre de Moraes, arquivou a investigação dos outros seis empresários que também estavam sendo investigados. São eles: Afrânio Barreira Filho, dono do Coco Bambu; Ivan Wrobel, dono da W3 Engenharia; José Isaac Peres, fundador da rede de shoppings Multiplan; José Koury, dono do Barra World Shopping; Luiz André Tissot, presidente do Grupo Sierra; e Marco Aurélio Raymundo, conhecido como Morongo, dono da Mormaii.
OUTRO DEPOIMENTO
No mesmo dia, Bolsonaro também deve depor à PF sobre o caso das joias, simultaneamente à ex-primeira dama Michelle Bolsonaro (PL) e outras seis pessoas.
