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PF indicia Bolsonaro e Eduardo em inquérito envolvendo o governo dos EUA

Ainda em maio deste ano, foi solicitada a abertura da investigação na PF contra Eduardo e Jair Bolsonaro ao STF pelo procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet. Foto: Sergio Lima/AFP.

A Polícia Federal (PF) indiciou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o filho, deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), pelos crimes de coação no curso do processo e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito.

A decisão foi tomada após a PF concluir as investigações sobre a atuação de Eduardo junto ao governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para promover medidas de retaliação contra o governo brasileiro e ministros do Supremo Tribunal Federal.

MEDIDAS CONTRA O STF

Ainda em maio deste ano, foi solicitada a abertura da investigação na PF contra Eduardo e Jair Bolsonaro ao STF pelo procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, para apurar a suposta atuação do parlamentar para incitar o governo dos EUA a adotar medidas contra o ministro Alexandre de Moraes, atual relator do caso.

Eduardo pediu licença de 122 dias do mandato parlamentar em março e foi morar nos Estados Unidos, alegando sofrer perseguição política.

Já na última sexta-feira (16), um pedido de cassação contra seu mandato foi enviado pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos) à Comissão de Ética da Casa, após representações apresentadas pelo PT e pelo PSOL.

No processo, o ex-presidente Jair Bolsonaro é investigado por transferir recursos, via pix, para custear a estadia de seu filho no exterior, enquanto ele buscava sanções visando pressionar a justiça brasileira.

JULGAMENTO

O ex-presidente Bolsonaro também é réu na ação penal da trama golpista no Supremo, com julgamento marcado para o dia 2 de setembro.

Serão julgados os denunciados como integrantes do núcleo 1 na ação penal, apontados como líderes da trama pós-eleições de 2022.

Além de Bolsonaro, são réus:

  • Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin);
  • Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;
  • Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal;
  • Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI);
  • Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa;
  • Walter Braga Netto, ex-ministro de Bolsonaro e candidato a vice da chapa de 2022;
  • Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.

Eles respondem pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

Com informações da Agência Brasil.