Em reunião da CPI das Associações Militares desta terça-feira, 26, na Assembleia Legislativa do Ceará (AL-CE), o presidente da Associação das Praças do Estado do Ceará (Aspra-CE), Clébio Eliziano Queiroz, falou sobre o posicionamento da entidade no motim da Polícia Militar de 2020. Segundo ele, a Aspra-CE participou dos diálogos com o Legislativo, no início daquele ano, por melhorias para a categoria, mas teria se posicionado contrária ao motim – que é considerado crime pela legislação militar.
“Nós respeitamos a opinião dos associados, mas perdemos muito com isso. Nós sabíamos o que eles estavam passando, mas estivemos sempre conversando e acompanhando (as negociações com os deputados estaduais). Perdemos quase mil associados por não apoiar o motim”, disse.
Acompanhe ao vivo o depoimento:
CPI das Associações Militares
O depoimento de Clébio Queiroz foi solicitado por Soldado Noélio (UB), membro efetivo do colegiado e da oposição. A entidade é uma das maiores do Brasil, com 61 anos de existência. Até a semana passada, a segunda fase da CPI esteve focada na Associação dos Profissionais de Segurança (APS). Parlamentares realizaram oitivas com atual presidente da APS, Cleyber Barbosa Araújo, e o vereador Sargento Reginauro (UNB), que esteve à frente da entidade à época do motim.
Também foram ouvidos, na última semana, o ex-tesoureiro da APS, sargento Rêmulo Silva, e o seu sucessor no cargo, soldado Elton Regis do Nascimento.
