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13 de julho de 2024

Ceará tem 17 açudes sangrando e 4 próximos do limite, aponta monitoramento

Conforme o Portal Hidrológico, da Secretaria dos Recursos Hídricos (SRH), o Estado se aproxima dos 30% de armazenamento nos 155 açudes monitorados pela Cogerh.

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Priscila Baima
priscila.baima@opiniaoce.com.br

Rodrigo Rodrigues
rodrigo.rodrigues@opiniaoce.com.br

As boas chuvas do mês de março trazem também um bom aporte para os 155 reservatórios estratégicos do Ceará. Do total, 17 estão sangrando e outros quatro estão próximos do limite, com capacidade entre 90% e 99%%. Além disso, a capacidade total armazenada está próxima dos 30% (28,3%), ainda longe do ideal, que é de pelo menos 50%, mas melhor que no início do ano (21,4%). Os últimos a sangrar foram o Mundaú, em Uruburetama; e Gavião, em Pacatuba.

O levantamento é feito pelo Portal Hidrológico gerido pela Secretaria de Recursos Hídricos (SRH) do Ceará, referente aos 155 açudes monitorados pela Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh). Também estão sangrando os reservatórios: Angicos, em Coreaú; Muquém, em Cariús; Do Coronel, em Antonina do Norte; Itapebussu, em Maranguape; Caldeirões, em Saboeiro; Gameleira, em Itapipoca; Germinal, em Palmácia; Rosário, em Lavras da Mangabeira; Itaúna, em Granja; Ubaldinho, no Cedro; Do Coronel, em Saboeiro; Tijuquinha, em Baturité; Quandú, em Itapipoca; Barragem do Batalhão, em Crateús; e Acaraú Mirim, Massapê.

“BOM, MAS PRECISA TER MAIS ÁGUA”

O titular da SRH, Francisco Teixeira, acredita que a situação hídrica do Ceará está boa, mas que precisa ter mais volume de água para que se tenha uma situação mais confortável. “Encerramos 2020 com 35% das reservas hídricas, em 2021 foi de 30%, já que as chuvas foram abaixo da média. Esse ano esperamos que passe de 40%, caso o mês de abril e maio tenham chuvas pelo menos dentro da média. Para considerar uma situação confortável, o Ceará precisa estar com mais de 50% dessas reservas. Isso vale para os reservatórios estratégicos”, afirmou ao OPINIÃO CE.

O maior açude do Ceará, o Castanhão, ganhou um aporte considerável ao longo do mês, saindo de 8,35%, no início deste mês, para 15,49%, atualmente, o melhor índice desde setembro de 2020, quando marcou 15,51%. Já o açude Orós, no Alto Jaguaribe, chegou aos 35,07% de sua capacidade, melhor percentual em 7 anos. O açude Banabuiú, no entanto, apresenta o pior cenário entre os três. O reservatório passa, desde anos anteriores, por constantes perdas de água devido à estiagem. Apesar disso, apresentou uma melhora tímida em relação ao início de março, saindo de 8,07% para os atuais 8,23%.

MAIS DE 260 MM

Dados da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) apontaram que o Ceará já tem acumulado pelo menos 261,7 mm no mês de março, representando um acumulo positivo de 28,7% em relação ao normal, que é de 203.4 mm. Os bons volumes também já ultrapassam a média histórica para o período. Nos últimos 10 anos, só 2020 havia apresentado acumulados acima da média.

  • 2022: 261,7 mm
  • 2021: 187,7 mm;
  • 2020: 274,5 mm;
  • 2019: 233,1 mm;
  • 2018: 128,7 mm;
  • 2017: 202,3 mm;
  • 2016: 125,6 mm;
  • 2015: 178,8 mm;
  • 2014: 155,2 mm;
  • 2013: 78,5 mm;
  • 2012: 89,5 mm.

Neste mês, os maiores acumulados são observados nas macrorregiões do Cariri (370,8 mm); Ibiapaba (300.5 mm) e Jaguaribana (242.3 mm). O Cariri também registrou o maior desvio positivo – 69,8% maior que o observado normalmente. Os dados são parciais e ainda serão consolidados pela Funceme.

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