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24 de julho de 2024

PDT-CE afunila nomes para prévias, e União Brasil busca ampliar apoio

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Parlamentares do PDT apontam que encontros de junho serão relevantes para a reta final de escolha do partido. Capitão Wagner afirma que está buscando apoio em Brasília e no Ceará

Ingrid Campos
ingrid.campos@opiniaoce.com.br

Foto: Natinho Rodrigues

Escolha que se arrasta por quase um semestre, o nome que o PDT lançará para disputar o Governo do Estado nas eleições deste ano pode ser anunciado ainda em junho.

O OPINIÃO CE conversou com representantes do partido na Assembleia Legislativa do Ceará (ALCE), que apontam que a decisão deve ser tomada após os dois últimos encontros regionais da legenda previstos para o próximo mês, apesar de ainda não terem data definida.

“Após esses encontros de Itarema e Sobral, o PDT vai dialogar com os outros partidos, mas obviamente essa é uma decisão do nosso partido, aí o PDT deve fazer o anúncio do nome. A expectativa é que seja em algum fim de semana do mês de junho, possivelmente um na sexta e o outro no sábado da mesma semana”, afirma Marcos Sobreira (PDT). Estão na disputa pela cabeça de chapa a atual governadora Izolda Cela, o ex-prefeito Roberto Cláudio, o deputado federal Mauro Filho e o presidente da ALCE, Evandro Leitão.

CANDIDATURAS FICAM MAIS AFUNILADAS
Os dois primeiros têm, internamente, alas do PDT com maior sustentação. Enquanto Roberto soma apoio de grande parte dos vereadores de Fortaleza, que exaltam seus dois mandatos na administração municipal e como o eleitorado da Capital “define eleição”, Izolda tem apoio de deputados estaduais e do PT, partido que acomoda o ex-governador Camilo Santana, crucial na decisão.

No grupo de aliados no Ceará, o PDT ainda tem o MDB, o PSD, o PSDB, entre outros. De acordo com Guilherme Landim (PDT), líder da sigla na Assembleia Legislativa, as datas dos próximos encontros, que podem ocorrer no início de junho, devem ser definidas nesta semana.

O parlamentar reforça o que foi mencionado por Marcos Sobreira sobre a definição do próximo mês e do diálogo com partidos aliados. “Hoje, eu não sei se existe uma mesa de conversa para que outros partidos definam um candidato no PDT, isso não existe. O que temos é uma aliança que queremos e vamos trabalhar para manter e ampliar”, explica.

“Esses outros encontros serão importantes para afinar mais ainda o que vinha se fazendo antes da janela (partidária, em março) para que a gente possa definir dentro do partido e, aí sim, apresentar aos aliados e fazer toda essa parte de conversa. Uma aliança é feita dessa forma: cada um tem suas preferências, dentro dessas preferências você conversa sobre prós e contras e isso vai se diluindo ao longo do tempo”, completa.

A reportagem tentou contato com o dirigente estadual do PDT, deputado federal André Figueiredo, e com o chefe municipal do partido, senador Cid Gomes, mas não obteve êxito. O primeiro esteve com agenda cheia na data de ontem (25), enquanto o segundo disse, via assessoria de imprensa, que não comenta assuntos relacionados às eleições ainda.

NOMES DA OPOSIÇÃO
Na oposição, existem figuras fortes para disputar o pleito de outubro. É o caso de Capitão Wagner (União Brasil), que tenta, pela terceira vez, chegar ao Governo do Estado. O deputado federal licenciado anunciou pré-candidatura pelo União Brasil ainda em março.

Ainda na oposição, mas representando uma ala mais abertamente bolsonarista, o PL estuda lançar Raimundo Gomes de Matos à corrida pelo cargo de governador. O partido do presidente Jair Bolsonaro (PL), contudo, ainda não confirmou o ex-deputado na disputa.

Existe, entre as duas legendas de oposição, uma possibilidade de composição de chapa, mas ainda em etapa de conversas, como falou, na última semana ao OPINIÃO CE, uma fonte ligada ao PL. A reportagem tentou contato com Wagner, presidente estadual do União, mas não obteve retorno até o fechamento deste texto.

Via assessoria, Capitão Wagner disse que o União Brasil deve ter no Ceará uma série de mais dez encontros regionais até as convenções.

Estamos em Brasília participando de articulações a nível nacional também com partido. O partido está muito forte em seis estados, com pré-candidaturas ao governo. Isso nos permite, inclusive, conversar com partidos que querem o apoio da União Brasil em alguns estados para que eles possam compor conosco no estado do Ceará.”

Capitão Wagner acrescentou que tem “conversado com os estaduais de alguns partidos a nível de Ceará, conversas boas, perspectiva de algum alinhamento até o mês de junho. Todos integrantes de partidos com condições de oferecer bons quadros e fortalecer nosso tempo de TV e rádio para que a gente possa conversar com os cearenses que é o que mais importa.”

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