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18 de julho de 2024

Orçamento familiar: por que é importante fazê-lo…

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Foto: Natinho Rodrigues

De acordo com dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, realizada pela Federação do Comércio (Fecomércio), o ano de 2021 terminou com mais de 70% das famílias endividadas. Isto não é nada bom. Para se ter uma ideia, em 2020, esse índice era de aproximadamente 57%.

Fatores como pandemia, alta nos preços e desemprego afetaram sobremaneira o aumento desse índice. Em um cenário assim, famílias buscam crédito como alternativa para completar a renda e consequentemente acumulam mais dívidas.

Com a taxa Selic hoje ultrapassando os 10%, esse crédito está mais caro ainda, sem falar em quem usa o cartão de crédito, e seus mais de 300% de juros ao ano, como fonte complementar. Isto pode arruinar muito a rotina de uma família. Uma das formas de minimizar impactos como esses é a elaboração de um orçamento familiar. Para isto, necessário planejamento e disciplina.

A primeira coisa a se fazer é anotar todas as fontes de receita. O seu salário mensal, por exemplo. A partir daí, divida suas despesas em pelo menos cinco categorias: alimentação, saúde, educação, moradia e lazer. Feito isso, coloque em cada categoria os gastos mensais, veja quem são obrigatórios e aqueles que não são essenciais, pelo menos até suas finanças organizarem-se. As prioridades dessa lista apenas você pode estabelecer.

Em cada categoria, você vai ver que algumas despesas não podem ser cortadas e que já outras podem. Quer um exemplo? Saúde: plano de saúde não pode ser cortado, mas a academia pode ser substituída por exercícios ao ar livre.

Alimentos essenciais não podem ser cortados, mas fazer lista antes de ir ao supermercado ajuda. Viu só? Fazer um orçamento doméstico vai ajudar você a conhecer bem sua rotina financeira e ajustar suas despesas às suas receitas.

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