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Ceará desenvolve aplicativo para teleconsultas na rede pública de saúde

A coordenadora do Laboratório, Luiza Clara Pacheco, afirmou em entrevista ao Opinião CE que o projeto está em etapa final de construção
Foto: Hellynara Fernandes

O Governo do Ceará está desenvolvendo um aplicativo que permitirá a realização de teleconsultas na rede pública estadual de saúde. A iniciativa é conduzida pelo Laboratório de Inovação e Dados do Governo do Ceará (Íris Lab), em parceria com a Secretaria da Saúde do Estado (Sesa).

A informação foi divulgada pela coordenadora-geral do Íris Lab, Luiza Clara Pacheco, em entrevista Opinião Tech, videocast de tecnologia do Opinião CE.

Segundo a gestora, o projeto está em fase final de construção, mas ainda não há uma data definida para o início da implementação. A proposta é que a ferramenta passe por um período de testes com usuários antes de ser disponibilizada de forma ampla na rede pública.

“Vamos falar com a Secretaria, com o governador, mostrar que é possível fazer isso. Uma vez aprovado, podemos lançar para a população”, afirmou.

O objetivo da plataforma é permitir que pacientes realizem atendimentos médicos sem precisar sair de casa, quando o quadro clínico permitir o acompanhamento remoto. “Muitas vezes, precisa ser presencial, mas se ele pode resolver a situação no conforto da casa dele, isso será possível”, destacou.

Esta temporada do Opinião Tech tem o apoio institucional da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec). Ao longo de 8 episódios, o videocast aborda temas como mercado de trabalho e IA; cases de sucesso no Estado; e financiamento para inovação no Nordeste.

Continuidade de políticas públicas

Durante a entrevista ao podcast Opinião Tech, Luiza Clara Pacheco também comentou sobre os desafios da inovação no setor público. Segundo ela, um dos principais pontos é garantir a continuidade das políticas públicas ao longo do tempo. De acordo com a coordenadora, a perenidade de iniciativas governamentais é fundamental para evitar a interrupção de projetos e a perda de avanços já conquistados.

“Se não [tiver a perenidade], volta para a estaca zero. Perde todo o trabalho que foi feito”, disse. Ao citar exemplos, ela mencionou o programa Ceará Sem Fome, destacando que a política pública envolve diferentes frentes de atuação voltadas ao combate à insegurança alimentar. “Não é só dar a quentinha”, frisou, ao mencionar ações voltadas à qualificação profissional e à garantia de assistência em saúde aos beneficiários.

Entre os eixos do programa estão o +Qualificação e Renda, que oferece capacitação profissional, e o +Saúde, que integra o Sistema Único de Saúde (SUS) às ações da iniciativa.

“É algo que queremos trabalhar muito no laboratório. Falamos em uma visão 360 do cidadão”, acrescentou.

Linguagem simples na gestão pública

Outro ponto destacado pela coordenadora do Íris Lab é a adoção de linguagem simples como forma de aproximar o poder público da população. Segundo ela, a estratégia busca facilitar a comunicação com os cidadãos e tornar documentos oficiais mais acessíveis. “A gente começa a aculturar o jovem usando a linguagem simples”, afirmou.

A proposta é que editais e documentos tradicionalmente publicados com linguagem técnica, semelhante à utilizada em diários oficiais, também possam ser disponibilizados em versões mais claras e compreensíveis para o público. Caso a iniciativa avance, o Ceará poderá se tornar o primeiro estado do Brasil a lançar um edital totalmente em linguagem simples.