O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), Ricardo Cavalcante, recebeu, na tarde desta terça-feira (18), o cônsul-geral dos Estados Unidos no Recife, Kyle Richardson. O encontro, realizado em Fortaleza, teve como foco o fortalecimento das relações institucionais e a ampliação de oportunidades de negócios e investimentos entre o Ceará e os Estados Unidos.
A agenda abordou temas como comércio exterior, transição energética e infraestrutura tecnológica, com destaque para as possibilidades de cooperação em setores estratégicos para o desenvolvimento econômico do Estado. Ao tratar da inserção internacional da indústria cearense, Ricardo Cavalcante destacou a presença do setor produtivo local em diferentes mercados.
“O nosso Estado tem uma indústria muito atuante no comércio exterior, com presença em diferentes mercados e uma diversidade de produtos que mostra a força e a capacidade do nosso setor produtivo”, afirmou.
Kyle Richardson, que assumiu recentemente o posto de cônsul-geral dos Estados Unidos para o Nordeste do Brasil, ressaltou a importância da visita para conhecer a realidade econômica do Ceará e identificar possibilidades de colaboração. “Tivemos uma reunião muito produtiva. Sou o novo cônsul-geral dos Estados Unidos para o Nordeste do Brasil e estou aqui em Fortaleza para conhecer melhor a realidade do Estado. Aprendi muito sobre a situação do Ceará e sobre como podemos colaborar no futuro”, afirmou.
Estudo apresenta potencial da indústria cearense
Durante a reunião, Ricardo Cavalcante apresentou o estudo “Ceará: o futuro em construção”, elaborado pelo Observatório da Indústria Ceará. O material reúne dados sobre a diversidade da indústria cearense e sua presença no mercado internacional. A apresentação destacou segmentos como cera de carnaúba, calçados, pedras ornamentais, siderurgia, moda, alimentos, bebidas, cimento e energia.
O encontro também contou com apresentações do Observatório da Indústria Ceará e do Centro Internacional de Negócios (CIN) sobre as relações comerciais entre o Ceará e os Estados Unidos, além de investimentos ligados à transição energética e à implantação de data centers no Estado.
Energia limpa e tecnologia entram no centro das discussões
A transformação da matriz energética foi um dos principais temas da reunião. Segundo Ricardo Cavalcante, a expansão das fontes renováveis, o hidrogênio verde e a infraestrutura tecnológica podem abrir espaço para um novo ciclo de investimentos no Ceará. “A expansão das energias renováveis, o hidrogênio verde e a infraestrutura tecnológica são vetores do novo ciclo de desenvolvimento do Estado”, apontou.
O presidente da Fiec destacou ainda que a disponibilidade de recursos renováveis pode contribuir para a atração de capital, a expansão industrial e a geração de empregos qualificados. A infraestrutura tecnológica também esteve entre os assuntos discutidos. A conectividade e a disponibilidade de energia renovável foram apresentadas como fatores que podem favorecer empreendimentos intensivos em tecnologia, como os data centers, que demandam grande quantidade de energia e estrutura adequada.
Participantes
Também participaram da reunião o diretor financeiro adjunto da Fiec, Carlos Rubens Alencar; o economista-chefe da Fiec e gerente do Observatório da Indústria Ceará, Guilherme Muchale; a gerente do Centro Internacional de Negócios (CIN) da Fiec e presidente do Conselho de Relações Internacionais da Fiec (CORIN), Karina Frota; e o assessor da Presidência da Fiec, Hugo Acácio. Pela comitiva norte-americana, estiveram presentes o chefe de Diplomacia Pública, Eric Concha, e a assessora de Política e Economia, Joana Cavalcanti.
